Sepultado em Alvorada o Frei Adani Guerra que morreu aos 30 anos


Foi sepultado na tarde da ultima segunda-feira (3), em Nova Alvorada, município do Norte do Estado, o corpo de Frei Adani Carlos Guerra, 30 anos. Ele morreu no domingo (2),  às 21h15min, no Hospital Santa Rita, em Porto Alegre, vítima de infecção generalizada em consequência de linfoma não-Hodgkin.

Filho de José Carlos Guerra e Nita Maria Darrif Guerra, Frei Adani era gêmeo de Breno Guerra, seu único irmão. Ele teve 10 anos de vida religiosa capuchinha e três de ordenação presbiteral.  Em 2006, ingressou no seminário de Flores da Cunha, na Serra. Dois anos depois, fez a profissão religiosa no Convento São Boaventura, em Marau. A ordenação presbiteral aconteceu em Nova Alvorada, em 2016, pelas mãos de Dom Rodolfo Luis Weber. 

Dinâmico e disponível, como descrevem os integrantes da província dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul, Adani fez o curso de Filosofia na Unifra (hoje UFN), em Santa Maria, na região Central. Em 2011, realizou estágio pastoral na Delegação Capuchinha no Haiti. Durante os anos de 2012 a 2015, residiu nas fraternidades de Canoas e Porto Alegre, tempo em que concluiu os estudos em Teologia na Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana (Estef) e também realizou serviços fraternos e pastoral.

Mateus Bruxel / Agencia RBS
Frei Adani, à esquerda, com o cachecol nas cores do BrasilMateus Bruxel / Agencia RBS

Em 2014, Adani, um vibrante torcedor da Seleção Brasileira, participou de uma reportagem da série O Povo da Copa, no Diário Gaúcho. Na oportunidade, na paróquia São Judas Tadeu, na Vila João Pessoa, em Porto Alegre, ele e outros sete capuchinhos acompanharam o empate em 0 a 0 com o México. Durante toda a partida, Adani foi um dos que mais sofreu com a falta de gols e também um dos mais animados com a reunião do grupo. 

Nos anos de 2016 a 2018, atuou como Pároco na Paróquia Nossa Senhora Medianeira, em Barros Cassal. Foi um período significativo para Frei Adani, pois coordenou a reconstrução da igreja matriz, que fora danificada por um temporal. Ele estava na reinauguração, em agosto de 2018.

Em 2019, foi nomeado guardião e vice-coordenador da Pousada dos Capuchinhos, Pároco na Paróquia Santo Antônio de Vila Flores, e aluno do curso de administração da Universidade de Caxias do Sul (UCS). 

A notícia da morte do frei causou comoção de familiares, amigos e fieis, que deixaram mensagens emocionadas nas redes sociais de Adani. Marcelo Monti, frei gaúcho que está dando a volta ao mundo em jornada de apoio a soropositivos, deixou mensagem emocionada a Adani, que esteve na despedida de Monti, na Usina do Gasômetro, em agosto do ano passado: “Eu tinha dito para o provincial que poderia fazer 4 mil km de ônibus para ficar aí contigo. Todo o dia uma palavrinha. Até tu ficar bem. No meu choro to aqui lembrando de tudo o que partilhamos. Obrigado Adani pela tua vida nas nossas vidas. Obrigado pela confiança. Obrigado pela amizade. Queria estar aí perto para dar um abraço na tua mãe, no teu pai e no Breno. Queria estar com o pessoal de Barros Cassal e com os freis que sei que estão sofrendo…”.

Conforme a província dos Capuchinhos do Rio Grande do Sul, Frei Adani “sempre será recordado como um frade jovial, simpático, dedicado, criativo, organizado e era estimado por todos, pois seu jeito simples permitiu a construção de muitos laços de amizade. Gostava de inovar e de entusiasmar os que estavam com ele nas várias atividades. Procurava não dar serviço aos outros, principalmente no curto período de tratamento da saúde. Viveu pouco tempo, mas o tempo suficiente para provocar uma grande saudade”.

Reportagem Créditos Portal GaúchaZH (Reprodução) Foto