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NUTRIÇÃO

           DICAS DE NUTRIÇÃO. POR GISELE BARBIERI: NUTRIÇÃO CAPILAR


Alimentação saudável é fundamental para a saúde dos cabelos. Dessa forma, a alimentação equilibrada satisfaz as necessidades de vitaminas e minerais proporcionando um cabelo com mais brilho e bem nutrido.
Os cabelos possuem em sua composição 90 % de queratina (proteína), 8 % de água e 2 % de minerais (alumínio, cobalto, ferro, cobre, zinco). Conforme o estilo de vida do indivíduo, os cabelos sofrer alterações em sua estrutura, cor, aspecto, resultando em queda.

Hábitos alimentares apresentam correlação direta com a saúde dos cabelos:

  • A deficiência de cálcio pode deixar o cabelo frágil e quebradiço;
  • O baixo consumo de proteínas e alimentos como fontes de vitaminas podem prejudicar no crescimento e na perda de brilho do cabelo;
  • A carência de ácidos graxos essenciais pode causar uma desorganização no processo de queratinização do couro cabeludo, estimulando o aparecimento da caspa.
  • A deficiência de zinco pode causar a diminuição da umidade, propiciando a queda de cabelo.
  • A carência de biotina (vitamina B7), pode alterar o ciclo de crescimento do cabelo, aumentando a duração da fase da queda natural dos fios.

No geral, indivíduos com dietas restritivas podem apresentar fios enfraquecidos e opacos. O ideal é se alimentar bem, ingerindo diariamente frutas, hortaliças, leguminosas e alimentos integrais. É necessária também a ingestão hídrica equilibrada para manter a hidratação do corpo.

Confira sugestões de alguns alimentos:
  • Vitamina A: cenoura, mamão, abóbora, acelga, brócolis, manga, maçã, pêssego.
  • Ácidos graxos essenciais: óleos vegetais (canola, linhaça, girassol), amêndoas e abacate. Azeite de oliva também é uma boa opção.
  • Vitamina B7: gérmen de trigo, nozes, frutas, carnes, leite.
  • Cálcio: leite e derivados, sardinha, agrião, salsa, beterraba, brócolis, couve.
  • Zinco: arroz integral, aveia, pão de centeio, soja, uvas passas, amêndoas, lentilha, grão de bico, batata, carnes, feijão.
  • Silício: morango, pepino, aveia, cebola, aspargo, mel, frutos do mar.


Gisele M. Barbieri Moro
Doutoranda em Engenharia e Ciência de Alimentos - FURG.  
(foto meramente ilustrativa)     

  DICAS DE NUTRIÇÃO. POR GISELE BARBIERI: CHÁ CHIA

Originária de países como México, Argentina, Bolívia, Guatemala, Peru e Colômbia, as sementes de chia são ricas em antioxidantes, cálcio, ferro, fósforo, selênio, potássio e magnésio, além de fibras, proteínas (cerca de 16g/100g) e ácidos graxos poliinsaturados ômegas-3 e 6.
Por ser boa fonte de fibras, a chia pode prolongar a saciedade, por tornar a digestão mais lenta e melhorar o trânsito intestinal.
Quanto ao teor de ômega-3, apresenta maior quantidade do que a linhaça, porém apresenta um balanço adequado entre esses dois ácidos graxos (3 e 6). Para desempenhar seu papel vital no organismo humano deve-se respeitar uma proporção adequada entre eles – ômega-3 e ômega-6 (1:5).
O equilíbrio entre esses ômegas promove regulação da resposta inflamatória, imunidade e atividade cerebral, formação das membranas celulares, transmissão de impulsos nervosos, transferência do oxigênio atmosférico para o plasma sanguíneo, síntese de hemoglobina e da divisão celular.
A partir de estudos nos últimos anos, foi possível verificar efeitos positivos do consumo de chia no perfil lipídico sérico (diminuição do colesterol e triglicerídeos), adiposidade visceral e resistência à insulina.
A chia pode ser incluída na dieta de diversas maneiras, tais como salpicadas em saladas, adicionadas a cereais, para serem consumidas com iogurte, frutas, sucos, e ser incluídas na formulação de pães, bolos e tortas. Não é necessário triturar a semente.
 Gisele M. Barbieri Moro
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  DICAS DE NUTRIÇÃO. POR GISELE BARBIERI: CONHEÇA PÍLULAS DA BELEZA
Ter uma boa alimentação é sinônimo de vida saudável. A adoção de uma alimentação saudável previne o surgimento de doenças crônicas e melhora a qualidade de vida. E não somente isso, segundo especialistas no assunto, pode retardar o envelhecimento. Vitaminas e minerais presentes nos alimentos ajudam a combater os radicais livres, moléculas que degeneram as células sadias do nosso organismo. Assim, o excesso de radicais livres induz ao envelhecimento precoce.

No entanto, devido às práticas alimentares nos dias atuais, nem sempre é possível alimentar-se de forma saudável e equilibrada, pois normalmente as pessoas fazem suas refeições “fora de casa”, sempre com pressa, ou optam por um lanche rápido, além do que os alimentos ricos em antioxidantes apresentam valores mais altos quando quanto aos refinados e guloseimas em geral.
Pensando nisso, a indústria da beleza investiu na criação de nutricosméticos, considerados fonte de nutrientes, especialmente antioxidantes, destinados ao uso oral e se baseiam no conceito “beleza de dentro para fora”. Vitaminas, minerais, óleos, proteínas e extratos são algumas das substâncias que compõem os nutricosméticos, sendo utilizados para melhorar o aspecto de unhas, cabelo, pele, redução das linhas faciais e peso.
Os nutricosméticos não substituem cremes faciais, tratamentos estéticos, dieta e atividade física! É somente uma complementação. Embora muitas farmácias não exijam receita para a compra, é necessária uma orientação de um profissional nutricionista ou dermatologista, pois quando utilizados de forma excessiva ou inadequada podem causar efeitos contrários do que o esperado, como ganho de peso ou até mesmo erupções cutâneas.
Para estar ingerindo essas “pílulas da beleza” é necessário investigar quais são as deficiências nutricionais que estão comprometendo a sua beleza, e até mesmo se você possui alguma doença, saber se realmente necessita de tais complementos.
Assim como os cremes, os nutricosméticos mostram seus efeitos depois de 60 dias de uso. Embora os preços dos produtos ainda sejam bem elevados, eles tendem a ficar mais em conta com a popularização do tratamento. Veja os tipos de nutricosméticos:
Reduzir rugas, manchas e flacidez:
As cápsulas para esse fim possuem antioxidantes e firmadores, como zinco, vitaminas C e E, extrato de soja, licopeno e colágeno. Eles potencializam a renovação celular e induz a formação de colágeno, proteína que dá resistência à pele, tornando-a firme e elástica.
Fortalecer cabelos e unhas:
Fios opacos, que demoram a crescer, podem ser restaurados com vitamina H, ômega 3 e licopeno, substâncias que também podem prevenir a calvície. Unhas com tendência à quebra e descamação ganham força com vitaminas A, C e E, ácido fólico, ferro e cobre.
Proteger contra o sol e manter o bronzeado:
Para diminuir a sensibilidade da pele e prolongar o bronze, os nutricosméticos têm ativos que reforçam as suas defesas e aumentam a produção de melanina (proteína responsável pela pigmentação da pele). Os principais ingredientes são vitamina E, betacaroteno e licopeno.
Combater gordura localizada e reduzir celulite:
Vitaminas A, C e E e minerais (magnésio, selênio, silício, zinco) previnem a retenção de líquido e aceleram o metabolismo.
Mas lembre-se: Os nutricosméticos não fazem milagre. Portanto, não dispense uma alimentação correta, a prática de atividade física e o uso regular de cremes.
Gisele M. Barbieri Moro.
Nutricionista
Pós-graduação em Engenharia e Ciência de Alimentos
Escola de Química e Alimentos
Universidade Federal do Rio Grande – FURG
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