Mês de julho começa com chuva, frio e geadas no Rio Grande do Sul

De acordo com o novo Boletim Integrado Agrometeorológico nº 01/2020 divulgado pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em parceria com a Emater-RS e Irga, a presença de uma massa de ar seco e frio manterá o tempo firme até amanhã (04), com temperaturas mínimas próximas de 0°C e formação de geadas … Leia Mais


Tupanciretã fará um Cine Car, ao ar livre com filme para ingresso de carros

Que tal assistir a um filme e ainda ajudar com recursos para combate a Pandemia? 🎥 Juntar o lazer como forma de beneficiar o Município no combate a pandemia? Sim, é possível! 👏👏👏 A Administração Municipal através da Secretaria de Esporte, Cultura e Turismo está organizando uma alternativa de proporcionar um momento de lazer, priorizando a segurança … Leia Mais


Cidade de Pinhal Grande já conta com o videomonitoramento

A partir da última sexta-feira o município de Pinhal Grande já conta com 28 câmeras do sistema de videomonitoramento instaladas. O projeto total prevê a instalação de 32 câmeras, com cobertura nos principais acessos do município e vias de maior movimento. Restando instalar outras 4 câmeras, sendo que destas, 3 serão instaladas em pontos do … Leia Mais



DNIT entrega viaduto na interseção da BR-158 com a BR-392 em Santa Maria

Nesta quarta-feira (01), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) libera o tráfego de veículos no viaduto da interseção entre as BR-158/RS e BR-392/RS (Uglione), no município de Santa Maria. Em outro ponto da Travessia Urbana, a Autarquia também concluiu a ampliação de pista e acabamentos junto ao viaduto do Cerrito, possibilitando a abertura … Leia Mais


Com seis regiões em vermelho, veja como fica o mapa na 8ª semana do Distanciamento Controlado


Após análise dos 67 recursos apresentados por municípios e associações que foram preliminarmente classificadas com bandeira vermelha, o Gabinete de Crise decidiu manter em laranja as regiões de Caxias do Sul, Erechim e Palmeiras das Missões na oitava rodada do Distanciamento Controlado.

Com isso, o mapa definitivo, divulgado nesta segunda-feira (29/6) pelo governador Eduardo Leite, ficou com seis regiões classificadas em vermelho (risco epidemiológico alto) – Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Capão da Canoa, Passo Fundo e Santo Ângelo –, duas com amarelo (risco baixo) – Taquara e Bagé – e as 12 restantes com laranja (risco médio).

“Estamos falando de algo muito grave, que é fechar estabelecimentos, suspender serviços e, eventualmente, provocar dificuldades na vida das pessoas em termos de renda e emprego. Por isso, não pode ser uma fórmula matemática aplicada indiscriminadamente. Tem de haver uma análise de contexto e, em última instância, uma visão que acaba sendo subjetiva, mas ao máximo respaldada pelos dados, pela ciência, pela informação, como estamos fazendo aqui no RS. Adotando restrições que nos ajudam a controlar o contágio de coronavírus em lugares onde se impõe verdadeiramente o risco”, explicou o governador durante transmissão ao vivo.

O mapa e os protocolos de referência para cada bandeira e setor podem ser consultados em https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br. A vigência começa à 0h desta terça-feira (30/6) e se encerra às 23h59 da próxima segunda-feira (6/7).

Leite lembrou ainda que as regiões de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e Capão da Canoa não poderão ter redução na bandeira na próxima semana por terem sido classificadas pela segunda vez em vermelho no período de 21 dias – todas elas estiveram com risco alto na sétima rodada do Distanciamento Controlado.

“Continuamos observando piora em indicadores nessas regiões, por isso, é ainda mais importante que as pessoas respeitem os protocolos para poderem retornar à bandeira laranja, caso contrário, essas restrições vão se tornar mais duradouras”, alertou o governador.

Dos 167 municípios que compõem as seis regiões com bandeira vermelha, 91 cidades não tiveram registro de hospitalização e óbito por Covid-19 de morador nos últimos 14 dias. Com isso, podem adotar protocolos previstos na bandeira laranja. Basta que mantenham atualizados os registros nos sistemas oficiais e adotem, através de decreto, regulamento próprio, com protocolos para as atividades previstas na bandeira laranja.

“Temos quase metade da população vivendo sob bandeira vermelha, o que significa que, sim, que é preciso ter uma série de cuidados e mais restrições para que haja de fato o controle dessa subida de curva. Vamos conviver com restrições por muito tempo, já estamos vendo isso no mundo, em países como China, Austrália, Alemanha e EUA, onde estão voltando a restringir, porque há uma segunda onda da pandemia. Por isso, é muito importante que a gente entenda que a convivência será longa e que precisamos tomar cuidados necessários”, ressaltou a coordenadora do Comitê de Dados, Leany Lemos.

Clique aqui e confira a lista de municípios que poderá aplicar protocolos da bandeira laranja, mesmo em região com classificação vermelha.

PEDIDOS DE RECONSIDERAÇÃO

Enviados por meio de formulário on-line, o Estado acatou parte dos pedidos de reconsideração apresentados por municípios e associação de locais classificados em vermelho.

Pedidos deferidos

Três regiões – Caxias do Sul, Erechim e Palmeira das Missões – haviam ficado com a média final no limite da classificação entre laranja e vermelho e foram classificadas em vermelho pelo critério de arredondamento. O Gabinete de Crise observou que as regiões tiveram dados estáveis e algumas melhoras na última semana, por isso, optou por reconsiderar a classificação, mantendo-as em bandeira laranja.

Três cidades que também enviarem recursos foram atendidas e passam a ingressar na regra de zero hospitalização ou morte: Ibiaçá (paciente já hospitalizado, transferido para outro hospital, corrigindo dupla contagem), Espumoso (hospitalização registrada referente a período anterior, em abril, e lançamento tardio do dado, pois aguardava confirmação da testagem), e Guarani das Missões (paciente veio a óbito há exatos 14 dias e nenhuma hospitalização).

Outras 19 cidades que apresentaram pedidos nesse sentido já estão automaticamente contempladas a partir do ajuste no modelo adotado pelo governo desde a última atualização.

Pedidos indeferidos

As regiões de Santo Ângelo, Passo Fundo e Canoas apresentaram recursos, mas não foram atendidos, pois os dados regionais requerem atenção, como aumento nas hospitalizações, óbitos e casos ativos. Por causa desses indicadores, muitos em vermelho ou preto, o Gabinete de Crise optou por deixar a bandeira com a cor vermelha.

Sem pedidos

As associações que representam as regiões de Porto Alegre, Novo Hamburgo e Capão da Canoa não apresentaram pedido de reconsideração, apenas alguns municípios de maneira individual de cada área.

Clique aqui e acesse o levantamento completo após a análise de recursos da oitava rodada do Distanciamento Controlado.

MUDANÇAS EM PROTOCOLOS

Além do mapa da oitava rodada, o governador anunciou mudanças pontuais em alguns protocolos de três setores – comércio, educação e serviços:

COMÉRCIO
• Comércio varejista não essencial (de rua, centro comercial e shopping): fica permitido o comércio eletrônico e a tele-entrega na bandeira vermelha
• Comércio de combustíveis: maior teto de operação nas bandeiras vermelha (75% dos trabalhadores) e preta (50%)

EDUCAÇÃO
• Ensino superior, pós-graduação e ensino médio concomitante: fica permitida a realização de estágio final obrigatório para estudantes da área da saúde (assistentes sociais; biólogos; biomédicos; profissionais de educação física; enfermeiros; farmacêuticos; fisioterapeutas; fonoaudiólogos; médicos; médicos-veterinários; nutricionistas; odontólogos; psicólogos; e terapeutas ocupacionais) nas bandeiras vermelha e preta, respeitando o teto de 50% dos alunos e 50% dos trabalhadores.

SERVIÇOS
• Academias e clubes: foi feita uma mudança de redação no modo de atendimento, em vez de atendimento individualizado/coabitante “por ambiente”. Assim, passa a permitir o atendimento individualizado/coabitante em espaços de “mínimo de 16 m² por pessoa”.
– Bandeiras amarela e laranja: atendimento individualizado ou coabitantes, resguardando mínimo de 16 m² por pessoa.
– Vermelha: atendimento individualizado, resguardando mínimo de 16m2 por pessoa; já não pode coabitante
– Preta: fechado

Texto: Vanessa Kannenberg


Fungo aumenta produtividade de milho em 2,4 mil quilos por hectare


Pesquisadora Gerusa Steffen durante colheita das parcelas do experimento em São Borja

Depois de uma quebra de safra devido à estiagem, uma boa notícia surge para os produtores de milho do Rio Grande do Sul: pesquisa em campo realizada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) constatou um incremento de mais de 2,4 mil quilos por hectare na produtividade do milho híbrido quando este é semeado com inoculação do fungo Trichoderma harzianum. O ensaio foi conduzido em campo experimental no município de São Borja, nesta safra, antes do período da seca.

Na direita, a espiga da planta inoculada; na esquerda, da planta que não recebeu o tratamentoNa direita, a espiga da planta inoculada; na esquerda, da planta que não recebeu o tratamento

Pesquisadores e técnicos do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria (DDPA/Seapdr) semearam duas parcelas de milho híbrido lado a lado no campo experimental. O manejo da cultura ocorreu normalmente em ambas as parcelas, com adição de fertilização mineral e controle fitossanitário. A diferença foi a inoculação no momento da semeadura. Em uma parcela não houve tratamento de sementes; na outra, as sementes de milho foram imersas em um inoculante que continha isolados do fungo Trichoderma harzianum, produzido no Laboratório de Insumos Biológicos do Centro de Pesquisa em Florestas, de Santa Maria. Enquanto a parcela de plantas não inoculadas produziu 13.800 quilos por hectare, a de plantas provenientes de sementes inoculadas computou 16.232 quilos por hectare.

Diferença na quantidade de raízes e tamanho do caule entre as plantas inoculada e não inoculadaDiferença na quantidade de raízes e tamanho do caule entre as plantas inoculada e não inoculada

“A inoculação do fungo resultou em incrementos significativos na produtividade do milho. Observamos efeitos positivos do tratamento sobre o comprimento e o diâmetro da espiga, o número de grãos por linha, o peso total da espiga e o peso total de grãos por espiga”, enumera a pesquisadora Gerusa Steffen. O estudo sugere que o fungo Trichoderma causou um aumento na quantidade de raízes e no diâmetro do caule das plantas que foram inoculadas. “Com isso, houve um aumento da capacidade destas plantas em absorver e translocar nutrientes e água durante o ciclo da cultura”, explica Gerusa.

A pesquisadora aponta para a vantagem deste fungo ser encontrado naturalmente no solo do Rio Grande do Sul, ter crescimento rápido e habilidade para sobreviver em diferentes tipos de substratos, além de se associar beneficamente a outras espécies de cultivos agrícolas e florestais. “O Trichoderma é considerado um microrganismo com múltiplas funções, podendo ser utilizado tanto para a promoção de crescimento vegetal quanto para o controle de diversos fitopatógenos”, detalha.

O inoculante de Trichoderma produzido pelo DDPA/Seapdr ainda não é comercial e está passando por testes em diferentes culturas. Os resultados completos do estudo sobre a cultura de milho híbrido serão publicados em Comunicado Técnico nos próximos meses. Mais informações sobre a pesquisa podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (55) 3228-1045 e 3228-1212.

Fonte Texto e ftops por Elaine Pinto .  Seapdr


Novas regiões em bandeira Vermelha. Júlio de Castilhos na Bandeira laranja


Além das quatro regiões que já estavam na bandeira vermelha, o mapa do Distanciamento Controlado apontou piora nos indicadores em outras cinco regiões: Caxias do Sul, Erechim, Palmeira das Missões, Passo Fundo e Santo Ângelo. Somadas a Porto Alegre, Capão da Canoa, Novo Hamburgo e Canoas, o Estado tem, portanto, nove regiões na bandeira vermelha na rodada preliminar do modelo, divulgada nesta sexta-feira (26/6).

Somente as regiões de Taquara e Bagé se encontram em bandeira amarela (risco baixo). As regiões de Santa Maria, Uruguaiana, Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa, Pelotas, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul e Lajeado estão em bandeira laranja (risco médio). A região de Santa Rosa, que se encontrava em bandeira amarela, passou para laranja nesta rodada.

As regiões de Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo e Capão da Canoa permanecem em bandeira vermelha pela segunda semana consecutiva. A região de Caxias do Sul, que esteve em bandeira vermelha na semana retrasada e em laranja na semana que se encerra, retorna à bandeira vermelha.

Assim, as cinco regiões devem seguir a regra que diz que, se fossem classificadas na bandeira final vermelha por dois períodos consecutivos ou alternados dentro do prazo de 21 dias, só poderão ser reclassificadas para bandeira menos restritiva depois de preencherem os requisitos por, pelo menos, dois períodos consecutivos de mensuração.

O Decreto 55.322 permite que municípios sob bandeira vermelha sem registro de hospitalização e óbito por Covid-19 de algum morador nos últimos 14 dias e que mantenham rigorosamente atualizados os registros nos sistemas oficiais poderão adotar, por meio de regulamento próprio, protocolos para as atividades previstas na bandeira laranja. No mapa preliminar da 8ª semana, de um total de 301 municípios abrangidos pela bandeira vermelha, 186 poderão adotar protocolos previsto na classificação laranja. (Acesse a lista no final do texto.)

Os municípios que quiserem apresentar recursos ao mapa preliminar podem preencher o formulário neste link: https://forms.gle/ce6aVKcB3txqixjJA.

O prazo para o envio termina às 8h de domingo (28/6). Até a tarde da segunda-feira (29/6), o Gabinete de Crise analisará os dados enviados e rodará o mapa novamente, cuja definição final será divulgada na segunda à tarde. As bandeiras definitivas passam a valer, portanto, a partir de terça-feira (30/6).

Júlio de Castilhos continua na Bandeira laranja – Risco médio

A região encontra-se em um dos dois cenários: 1- Média capacidade do sistema de saúde e baixa propagação do vírus ou 2- Alta capacidade do sistema de saúde e média propagação do vírus.

Situação geral

O número de novos registros de hospitalizações por Covid-19, nos últimos sete dias, comparado com a semana anterior, apresentou aumento de 20%, passando de 512 para 613. O mesmo se observa com o número de internados em leitos clínicos para Covid-19, que passou de 365 para 478 – crescimento de 31%.

A quantidade de internados em UTI por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) passou de 366 para 459. O agravamento também é observado no número de casos ativos na última semana, que alcançou 3.340. Por fim, com relação ao número de leitos de UTI livres no último dia, o quantitativo reduziu de 587 para 264.

Um dos principais fatores que levaram a consolidação das bandeiras vermelhas e laranja é o agravamento do indicador de capacidade de atendimento (número de leitos de UTI livres para cada leito ocupado por pacientes de Covid-19), mensurada no Estado como um todo. Até a rodada anterior, o indicador recebia a bandeira laranja, mas na rodada atual atingiu bandeira vermelha.

Esse indicador permite acompanhar a capacidade de resposta da rede hospitalar para atender a população que necessita de atendimento neste nível de atenção. No entanto, é um indicador que também está diretamente relacionado ao avanço da doença no Estado, uma vez que, quanto maior o número de casos ativos, maior o número de pacientes que necessitarão de atendimento hospitalar e maior o risco de pressão no sistema de saúde.

MACRORREGIÃO METROPOLITANA
Após a definição de bandeira vermelha na última rodada para quatro das cinco regiões Covid da macrorregião Metropolitana, a situação de agravamento permaneceu, reflexo do tempo necessário entre ações de maiores restrições à circulação e a diminuição das hospitalizações.

Com as hospitalizações e a ocupação de leitos clínicos e de UTI para confirmados Covid-19 aumentando, a macrorregião Metropolitana permaneceu quase totalmente em bandeira vermelha. Apenas a região de Taquara, que tem apresentado bons indicadores desde o início da pandemia, conseguiu se manter na bandeira amarela, também por reflexo da trava de três hospitalizações na semana.

Os números de internados por SRAG em UTI, de pacientes Covid-19 em leitos clínicos (confirmados) e de pacientes Covid-19 em leitos de UTI (confirmados) tiveram aumentos entre as duas semanas.

Com relação à SRAG, havia 186 internados há sete dias e, agora, a quantidade de pacientes subiu 34%, passando para 250. No caso de leitos clínicos, o número de pacientes passou de 194 para 284, um aumento de 46,4%. Ainda, com relação aos internados por Covid-19 em leitos de UTI, o aumento foi de 48%, passando de 121 para 179 pacientes.

Não apenas os indicadores que mensuram a velocidade do avanço na macrorregião apresentaram piora, mas também o relacionado à capacidade de atendimento se agravou. Enquanto na semana passada havia 1,73 leito de UTI livres para cada leito de UTI ocupado por paciente Covid-19, nesta semana, o indicador passou para 1,46.

No comparativo do número de leitos livres de UTI entre as duas quintas-feiras, se verificou aumento na capacidade para atender Covid-19, passando de 215 para 262.

Com isso, os indicadores de internados por SRAG e de pacientes Covid-19 em leitos clínicos obtiveram bandeira vermelha. Os indicadores de pacientes de Covid-19 em leitos de UTI e de capacidade de atendimento, mensurada pela macrorregião, obtiveram bandeira preta, mesmo com a ampliação de leitos nesta semana.

PORTO ALEGRE
Além da situação agravada pelos indicadores mensurados pela macrorregião, o número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registrado nos últimos sete dias apresentou um crescimento de 57% entre as duas semanas, passando de 130 para 204. Com isso, o indicador apresentou bandeira preta, sinalizando situação de elevada preocupação, principalmente se observado o aumento contínuo nas últimas três semanas.

Observa-se crescimento tanto do número de internados em UTI por SRAG no último dia, que variou de 118 para 163 entre as duas semanas, quanto no de internados em UTI confirmados para Covid, passando de 80 para 124.

Os indicadores de Estágio da Evolução na Região e de Incidência de Novos Casos sobre a População também pressionam a situação de bandeira final. O indicador de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias por 100 mil habitantes atingiu bandeira preta nesta rodada.

CANOAS
Na Região de Canoas, os registros de hospitalizações confirmadas para Covid-19 cresceram 58% entre as duas semanas, passando de 26 para 41. O crescimento da última semana acompanha a tendência que levou a região à bandeira vermelha na rodada passada, pois se trata da velocidade do avanço da pandemia e dos efeitos que podem permanecer por mais semanas.

Da mesma forma, na região, o número de internados em UTI por SRAG no último dia passou de 25 para 31 entre as duas semanas. Para o indicador de internados em UTI confirmados para Covid, o crescimento foi de 36%, variando de 14 para 19. Com relação ao número de pacientes Covid-19 em leitos clínicos, o aumento foi de 83%, (de 23 para 42 internados).

Na razão entre os casos ativos na semana e recuperados nos 50 dias, o indicador se manteve em bandeira preta. No caso do número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 nos últimos sete dias para cada 100 mil habitantes, o indicador foi de bandeira vermelha para bandeira laranja.

NOVO HAMBURGO
Assim como nas demais regiões metropolitanas (com exceção de Taquara), a manutenção de bandeira vermelha também é observada na de Novo Hamburgo. Apesar de o número de hospitalizações ter crescido menos que as demais regiões metropolitanas, a dimensão, quando comparada por 100 mil habitantes, ainda é bastante elevada, indicando uma alta prevalência na região – indicador de maior valor entre todas as regiões. Com isso, os indicadores de Estágio da Evolução e de Incidência de Novos Casos sobre a População, que são mensurados com base na região, apresentam bandeira preta.

No comparativo de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias, entre as duas últimas semanas, houve um aumento de 11% (as hospitalizações foram de 64 para 71) na região. A ocupação de leitos clínicos e de UTI, para SRAG ou confirmados para Covid-19, tiveram aumentos entre as duas semanas, contribuindo com o agravamento dos indicadores da macrorregião.

CAPÃO DA CANOA
Também sob efeito do agravamento na macrorregião Metropolitana, a região de Capão da Canoa apresentou crescimento em três variáveis utilizadas para mensurar o avanço da doença. As hospitalizações confirmadas para Covid-19 registrada nos últimos sete dias na região passou de 14 para 21 entre as duas semanas. Apesar de o aumento na ocupação de leitos clínicos ter sido de 183%, no quesito de velocidade de avanço, a região foi afetada conjuntamente pela deterioração da macrorregião.

Os três indicadores de Estágio da Evolução e de Incidência de Novos Casos sobre a População apresentaram situação de bandeira preta, demonstrando a gravidade tanto da macro quanto da região em si.

MACRORREGIÃO NORTE
Com o agravamento do indicador de Capacidade de Atendimento no Estado (que avalia o quantitativo de leitos de UTI livres sobre leitos de UTI ocupados por pacientes Covid), dos indicadores na macrorregião de internados por SRAG em UTI, internados em leitos clínicos e UTI por Covid e da Capacidade de Atendimento e da Mudança da Capacidade de Atendimento na macrorregião, as regiões de Palmeira das Missões, Erechim e Passo Fundo obtiveram bandeira final vermelha.

Na última rodada de avaliação, a região de Palmeira das Missões já havia alcançado a situação de bandeira final vermelha. Entretanto, após as análises de recursos, o Gabinete de Crise reverteu a situação porque a média ponderada estava muito próxima do ponto de corte que define entre bandeiras laranja ou vermelha.

Com relação às variáveis mensuradas para os indicadores de propagação da doença e da capacidade de atendimento, verifica-se a deterioração na região. As hospitalizações e as ocupações de leitos clínicos e de UTI para confirmados Covid-19 seguem aumentando.

O número de hospitalizações confirmadas para Covid-19, registradas nos últimos sete dias, passou de 68 para 79 entre as duas semanas. No caso de internados por SRAG em UTI, o aumento foi de 11%, variando de 54 para 60. Para os internados em leitos clínicos e internados em UTI, confirmados para Covid, os aumentos foram de 26% e 13%, respectivamente (de 47 para 59 e de 32 para 36).

Os indicadores relacionados à capacidade do sistema de saúde também se agravaram. Enquanto na semana passada havia 2 leitos de UTI livres para cada leito de UTI ocupado por paciente Covid-19, nesta semana, o indicador passou para 1,78, mesmo que a bandeira do indicador tenha se mantido a mesma entre as duas semanas. Porém, no caso da mudança da capacidade de atendimento o indicador teve a bandeira alterada de laranja para vermelha. No comparativo do número de leitos livres de UTI no último dia para atender Covid-19 entre as duas quintas-feiras, verifica-se a redução de leitos livres, passando de 70 para 64.

PALMEIRA DAS MISSÕES
Embora com apenas um paciente de Covid-19 em UTI, a região de Palmeira das Missões ingressa na classificação de alto risco pelo expressivo número de casos ativos pela doença na última semana. São 193 registros neste período, critério que comparado aos casos recuperados nos 50 dias anteriores recebeu, de maneira específica, a bandeira preta.

A região registrou um número acumulado de 15 hospitalizações confirmadas para Covid-19 nos últimos sete dias, redução de apenas um caso na comparação do período anterior. Houve também um pequeno recuo nos casos de internação em UTI por síndromes respiratórias agudas graves, que agora são seis pacientes, ao passo que há uma semana eram oito casos.

No indicador que apura o número de internados por Covid-19 no último dia do levantamento, Palmeiras das Missões teve um salto de seis para nove pacientes. Em compensação, a região conseguiu ampliar de 20 para 23 os leitos de UTI livres.

ERECHIM
Sem conseguir reduzir o número de internados por Covid-19 em UTI de uma semana para outra (continuou com seis pacientes), os municípios que integram a região de Erechim tiveram um aumento de seis para oito casos por SRAG em leitos de tratamento intensivo. Além disso, a região teve 10 pessoas internadas por Covid-19 no último dia do levantamento, o dobro da semana anterior.

Ao mesmo tempo, Erechim teve redução de 18 para 14 leitos de UTI disponíveis, um dos fatores que resultou na classificação final de bandeira vermelha. A região igualmente teve pequeno aumento dos casos confirmados de hospitalização por Covid-19 (de 9 para 10 registros) ao longo dos últimos sete dias.

PASSO FUNDO
Com o quadro se agravando em praticamente todos os indicadores do modelo, Passo Fundo ingressa na bandeira vermelha ao atingir 46 pacientes com SRAG ocupando leitos de UTI. Na semana anterior eram 36 casos. A mesma situação se verificou para diagnosticados com a Covid-19: o número de internados em UTI passou de 24 para 29 pessoas.

Um dos reflexos para a região está na redução dos leitos de UTI disponíveis, que caiu de 32 para 27 unidades. Passo Fundo e municípios próximos somaram 377 casos ativos na última semana, o que ampliou o total de hospitalizações por Covid-19 no acumulado de sete dias: eram 43 e passou para 53 registros. Os casos de infecção pelo vírus no último dia do levantamento somaram 40 pacientes, quando na semana anterior eram 36.

SANTO ÂNGELO
A região de Santo Ângelo teve o grau de risco aumentado, sendo classificada com bandeira final vermelha. O fato que impulsionou essa mudança foi que todos os indicadores que são específicos para a região de saúde apresentaram a cor preta: variação semanal no número de novas hospitalizações por Covid-19 (houve crescimento de 90%, variando de 10 para 19); estágio da evolução (são 35 ativos na última semana frente a 45 recuperados nos 50 dias antes do início da semana); número de hospitalizações de confirmados por Covid-19 para cada 100.000 habitantes (foram 6,58 na última semana ante 2,77 na semana anterior) e projeção do número de óbitos (nas duas últimas semanas o número de óbitos cresceu de 1 para 10, e a projeção é de que o número de óbitos semanal seja de 7,7 em um prazo de duas semanas).

Soma-se aos números acima o aumento de 41% de internados confirmados por Covid-19 em leitos clínicos, o que levou toda a macrorregião para a bandeira vermelha nesse indicador.

Ainda que a macrorregião das Missões apresente uma aparente boa capacidade de atendimento (são 6,71 leitos livres para cada leito ocupado por confirmados Covid-19), além de ter diminuído de 8 para 7 o número de pacientes com a doença internados em UTI, foram os indicadores individuais da região de Santo Ângelo que impactaram em sua bandeira final.

CAXIAS DO SUL
A região de Caxias do Sul novamente retorna à situação de bandeira vermelha. Apesar de nenhum dos indicadores de velocidade do avanço ter obtido bandeira vermelha ou preta, a região foi agravada pelos dois indicadores de Incidência de Novos Casos sobre a População, pela Mudança da Capacidade de Atendimento da macrorregião e, assim como as demais regiões Covid, pelo impacto da alteração para bandeira vermelha no indicador de Capacidade de Atendimento mensurada pelo Estado como um todo.

Conforme destacado, o indicador de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias reduziu 14% entre as duas semanas, passando de 88 na semana anterior para 76 na atual. Porém, mesmo que o avanço da doença tenha reduzido na velocidade, o número de internados por SRAG em UTI (de 50 para 62), o número de internados em leitos clínicos Covid (de 51 para 57) e de internados em leitos de UTI Covid (de 38 para 40) cresceram.

Os indicadores de incidência de novos casos sobre a população – “hospitalizações confirmadas para Covid-19 em relação à população” e “Projeção de óbitos em relação à população” mantiveram situação de maior risco: para o primeiro indicador, a bandeira manteve-se como preta, e para o segundo, passou de laranja para preta, com elevação na projeção de óbitos.

O indicador de leitos de UTI livres dividido pelos leitos de UTI ocupados por pacientes Covid-19, mensurado para a macrorregião, permanece em situação de risco alto, com bandeira vermelha (com 1,88 leito de UTI adulto livre para cada leito de UTI adulto ocupado por Covid na região). Por fim, o indicador da Mudança da Capacidade de Atendimento também se agravou, passando de bandeira amarela para laranja, reflexo da redução de 12% no número de leitos de UTI livres no último dia para atender Covid (de 85 para 75).

PIORA EM SANTA ROSA
A região de Santa Rosa retorna à bandeira laranja depois de ver agravada a situação em pelo menos três indicadores importantes. Na última semana, os municípios da região tiveram um salto de um para quatro pacientes em UTI por conta de síndrome respiratória aguda grave. Houve ainda um aumento de um para dois pacientes com diagnóstico de Covid-19 em leitos de tratamento intensivo.

Com isso, Santa Rosa viu reduzir de 10 para seis o total de leitos de UTI livres no último dia de levantamento. A região ainda confirmou 13 casos de contágio de Covid na última semana, com três novos pacientes confirmados em internação hospitalar.

BANDEIRAS VERMELHAS
Dentre os ajustes feitos no Distanciamento Controlado, o governo definiu que as regiões classificadas com cor vermelha não poderão ter regras mais brandas que as estipuladas no Decreto Estadual, nas Portarias da Saúde e nos Protocolos Segmentados.

A flexibilização disposta no Distanciamento Controlado aos municípios será permitida apenas em situações de bandeiras amarela e laranja. No caso de medidas mais restritivas, os municípios podem adotar independentemente da cor em que estiverem.

Além disso, existe uma regra que determina que regiões classificadas em bandeiras preta ou vermelha no mapa definitivo por dois períodos consecutivos ou alternados, dentro do prazo de 21 dias, precisarão de duas semanas consecutivas com bandeiras menos graves para que possam efetivamente obter redução no nível de risco. O objetivo deste gatilho de segurança é o de assegurar e caracterizar a efetiva melhora nas condições de uma região.

Desde a sétima rodada, os municípios em região de bandeira vermelha que não tenham registro de hospitalização e óbito por Covid-19 (considerado o município de residência) nos 14 dias anteriores a apuração das bandeiras podem adotar, por meio de regulamento próprio, protocolos para as atividades previstos na bandeira laranja, desde que mantenham atualizados os sistemas de informações oficiais (Sivep e E-SUS).

Com isso, na oitava rodada, do total de 301 municípios que compõem as nove regiões sob bandeira vermelha, há 186 municípios sem registro de hospitalizações e óbitos por Covid-19 nos 14 dias anteriores a apuração das bandeiras. Portanto, nesses locais, caso os prefeitos queiram, poderão adotar medidas estabelecidas na bandeira laranja.

PRINCIPAIS DADOS DA OITAVA RODADA
• O número de novos registros de hospitalizações SRAG de confirmados por Covid-19 aumentou 19,7% entre as duas últimas semanas (de 512 para 613).
• O número de internados em UTI por SRAG aumentou 25,4% entre as duas últimas quintas-feiras (de 366 para 459).
• O número de internados em leitos clínicos com Covid-19 aumentou 31% entre as duas últimas quintas-feiras (de 365 para 478).
• O número de internados em leitos de UTI com Covid-19 aumentou 24,3% entre as duas últimas quintas-feiras (de 247 para 307).
• O número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 aumentou 6,3% entre as duas últimas quintas-feiras (de 587 para 624).
• O número de óbitos por Covid-19 aumentou 39,5% entre o cálculo das bandeiras com dados de sexta-feira passada e desta semana, com dados até quinta-feira (de 86 para 120).
• As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (204), Caxias do Sul (76), Passo Fundo (53), Novo Hamburgo (71) e Canoas (41).

ENTENDA O DISTANCIAMENTO CONTROLADO
Com base em evidências científicas e análise de dados, o modelo de Distanciamento Controlado – que está oficialmente em vigor desde 10 de maio, com o Decreto 55.240 – tem o objetivo de equilibrar a prioridade de preservação da vida com uma retomada econômica responsável em todo o Rio Grande do Sul.

Para isso, o governo dividiu o Estado em 20 regiões e mapeou 105 atividades econômicas. A partir de um cálculo que leva em conta 11 indicadores, segmentados em dois grupos – propagação do vírus e capacidade de atendimento de saúde –, determinou a aplicação de regras (chamados de protocolos) mais ou menos restritas para cada segmento de acordo com o risco calculado para cada região.

Conforme o resultado do cruzamento de dados divulgados de forma transparente, cada local recebe uma bandeira nas cores amarela (risco baixo), laranja (risco médio), vermelha (risco alto) ou preta (risco altíssimo).O monitoramento dos indicadores de risco é semanal.

Nesta semana, o governo efetiva a nova sistemática de divulgação das bandeiras do modelo de Distanciamento Controlado. Até a noite desta quinta-feira (25/6), foram coletados os dados. O mapa preliminar com as cores das 20 regiões foi divulgado na sexta (26/6).

A partir da 0h de sábado (27/6), as eventuais regiões que tiverem redução no risco epidemiológico já terão vigência da nova bandeira. Por exemplo, se na semana anterior estava com vermelha, passará a valer a laranja, que tem menos restrições.

As regiões que permaneceram com a mesma cor ou tiverem aumento no nível terão prazo, até as 8h de domingo (28/6), para entrarem com recurso. Na segunda-feira (29/8), o Gabinete de Crise analisará os dados e divulgará o resultado. As bandeiras passam a valer na terça-feira (30/6).

Clique aqui e acesse o levantamento completo da oitava rodada. 

Lista de municípios na bandeira vermelha, com zero óbito e zero hospitalização nos últimos 14 dias

Texto: Suzy Scarton e equipe Seplag


Assinado Termo de Fomento com Bombeiros Voluntários de Tupanciretã


Na manhã de 22 de junho, foi assinado o Termo de Fomento entre o Executivo Municipal e a Associação dos Bombeiros Voluntários de Tupanciretã. Através da Lei Federal n.º 13.109/14, regulamentado pelo decreto municipal n.º 5152/17, a parceria – que conta com a colaboração do Legislativo Municipal, repassará o montante de R$ 120.000,00, que serão feitos em três parcelas para a entidade.
Segundo o plano de ação da entidade, este valor será para custear despesas de adaptação de tanque, sistema hidráulico, bomba e carroceira de um novo Caminhão de Bombeiros.
A Administração Municipal tem apoiado a ABVT de formas distintas, com a manutenção e reforma do caminhão alemão, por se tratar de um veículo antigo, a necessidade de manutenção é recorrente, assim como a interseção junto a órgãos e entidades competentes ligados aos Bombeiros e sua regulamentação. Com a demanda, e o aperfeiçoamento dos Bombeiros Voluntários de Tupanciretã, a necessidade de uma sede se fez necessário, e por meio de uma concessão o Executivo Municipal cedeu a estrutura da antiga barraca de lã, a qual passará por reformas com o apoio e mobilização de algumas pessoas da comunidade.

Fonte e foto Assessoria de Imprensa Créditos: Fernanda Malheiros ((site)


Vídeo: Tupanciretã retira bancos da Praça Coronel Lima


Por uma questão de necessidade, diante da insistência e descaso de parte da população em fazer aglomerações, ignorando totalmente as recomendações adotadas durante a pandemia da COVID-19, os bancos da Praça Coronel Lima foram retirados por tempo indeterminado início da manhã desta quarta-feira, dia 24.

O Executivo lamenta ter que tomar esta medida, pois apesar das medidas já instituídas, algumas pessoas da comunidade ultrapassam o limite do bom senso, prejudicando quem está respeitando o distanciamento social.

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Fonte: Assessoria de Imprensa Créditos: Fernanda Malheiros (Site)