Caixa divulga calendário de pagamentos do Bolsa Família em 2021

Responsável por operar o Bolsa Família, a Caixa Econômica Federal divulgou hoje (4) o calendário de pagamentos do benefício social para 2021. Em janeiro, o pagamento será feito entre os dias 18 e 29. Programa com 14 milhões de famílias inscritas, o Bolsa Família paga os beneficiários conforme o dígito final do Número de Identificação … Leia Mais



Mapa preliminar da 35ª semana recebe quatro pedidos de reconsideração.

O primeiro mapa preliminar do modelo de Distanciamento Controlado de 2021 recebeu, depois do prazo de 36 horas, quatro pedidos de reconsideração, contabilizados até as 7h deste domingo (3/1). Os recursos encaminhados por associações regionais e municípios são de regiões em vermelho que almejam a bandeira laranja, e de bandeira preta para vermelha. Na sexta-feira … Leia Mais


No primeiro mapa preliminar de 2021, RS volta a ter região em bandeira preta

O primeiro mapa preliminar do Distanciamento Controlado de 2021 traz, novamente, a classificação de risco altíssimo ao Rio Grande do Sul. No mapa desta 35ª rodada, publicado nesta sexta-feira (1°/1), a região Covid de Bagé retorna à bandeira preta, depois de duas rodadas em bandeiras mais leves (vermelha e laranja, respectivamente). O risco altíssimo em … Leia Mais


2021 terá três feriados nacionais prolongados no Brasil

Em meio a uma pandemia e expectativa da chegada de vacinas, o ano de 2021 terá três feriados prolongados nacionais, sem considerar os feriados estaduais e municipais e festejos como carnaval e Corpus Christi, que são pontos facultativos – e não feriados – em diversas cidades. Feriados prolongados são os que caem às segundas ou sextas-feiras, … Leia Mais


Último mapa definitivo Distanciamento Controlado de 2020 confirma 15 regiões em bandeira vermelha


O último mapa definitivo do modelo de Distanciamento Controlado de 2020 mantém, nesta segunda-feira (28/12), 15 regiões Covid em bandeira vermelha (risco epidemiológico alto). Isso porque o Gabinete de Crise decidiu pelo indeferimento dos dois pedidos de reconsideração feitos por associações regionais e municípios, que solicitaram a permanência em bandeira laranja (risco epidemiológico médio).

Passo Fundo, que também pediu reconsideração na semana passada, teve o pedido indeferido porque a região tem elevadas taxas de ocupação hospitalar, e elevado quantitativo de registro de hospitalizações por Covid-19. Além disso, tanto a região como a macrorregião registram aumento de pacientes internados em UTI para Covid-19 e redução do número de leitos livres de UTI. O outro pedido foi individual, do município de Cachoeirinha, sendo indeferido por não atender aos requisitos de zero hospitalizações e zero óbitos por Covid-19, nos 14 dias anteriores à apuração.

Ainda trazendo um reflexo da situação de alto índice de contágio e de constante aumento de ocupação de leitos de hospitais por coronavírus no Rio Grande do Sul, o mapa definitivo da 34ª rodada confirma, portanto, seis regiões em bandeira laranja e 15 regiões em vermelha.

Em bandeira laranja, estão as regiões de Guaíba, que se classificou como risco médio pela segunda semana consecutiva, Taquara, Novo Hamburgo, Cruz Alta, Pelotas e Bagé.

Veja a classificação definitiva da 34ª rodada em https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br

O sistema de cogestão regional, suspenso na primeira quinzena de dezembro, voltou a valer no dia 15 de dezembro. Das 21 regiões Covid, 19 estão em cogestão e podem adotar protocolos próprios, elaborados pelas respectivas associações regionais. Apenas as regiões de Guaíba e Uruguaiana não aderiram à gestão compartilhada.

Confira os protocolos próprios de cada região em https://planejamento.rs.gov.br/cogestao-regional

Nesta semana, o mapa preliminar da 35ª rodada do Distanciamento Controlado será divulgado no site do governo do Estado excepcionalmente às 19h do dia 1º de janeiro.

Regra 0-0

Nesta 34ª rodada, 414 municípios (do total de 497) estão classificados em bandeira vermelha, somando 8,6 milhões de habitantes, o que corresponde a 76,5% da população gaúcha (total de 11,3 milhões de habitantes).

Desses, 163 municípios (665,9 mil habitantes, 5,9% da população gaúcha) podem adotar protocolos de bandeira laranja porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não tiveram registro de óbito ou hospitalização de moradores nos 14 dias anteriores à aprovação, desde que a prefeitura crie um regulamento local.

Dos 83 municípios (2,65 milhões de habitantes, 23,5% da população gaúcha) que se encontram em regiões de bandeira laranja, seis cidades (36,3 mil habitantes, 0,3% da população gaúcha) não registraram óbito ou hospitalização nos últimos 14 dias.

• Clique aqui e acesse a lista de municípios que se encaixam na Regra 0-0

R01, R02 – Região em Cogestão Júlio de Castilhos

Bandeira vermelha – Risco alto *

A região encontra-se em um dos dois cenários: 1 – Baixa capacidade do sistema de saúde e média propagação do vírus ou 2 – Média/alta capacidade do sistema de saúde, porém alta propagação do vírus. * Ver lista dos municípios excepcionalizados por estarem há 14 dias sem hospitalização e óbito por Covid-19.

RESUMO DA 34ª RODADA

BANDEIRA VERMELHA (15):

Cachoeira do Sul (em cogestão)
Canoas (em cogestão)
Capão da Canoa (em cogestão)
Caxias do Sul (em cogestão)
Erechim (em cogestão)
Ijuí (em cogestão)
Lajeado (em cogestão)
Palmeira das Missões (em cogestão)
Passo Fundo (em cogestão)
Porto Alegre (em cogestão)
Santa Cruz do Sul (em cogestão)
Santa Maria (em cogestão)
Santa Rosa (em cogestão)
Santo Ângelo (em cogestão)
Uruguaiana

BANDEIRA LARANJA (6):

Bagé (em cogestão)
Cruz Alta (em cogestão)
Guaíba
Novo Hamburgo (em cogestão)
Pelotas (em cogestão)
Taquara (em cogestão)

• Clique aqui e acesse o levantamento completo da 34ª rodada do Distanciamento Controlado após a análise de pedidos de reconsideração.

Texto: Suzy Scarton e Raiza Roznieski/Ascom Sict


Covid-19: Pazuello diz que estados receberão vacina simultaneamente


O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, durante entrevista ao programa Brasil em Pauta. Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse, durante entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil, que todos os estados receberão a vacina simultaneamente. “Independentemente da quantidade da vacina, ela será distribuída igualitariamente dentro da proporcionalidade dos estados”. A entrevista com Pazuello vai ao ar neste domingo (27), às 19h30.

A previsão do Ministério da Saúde é que 24,7 milhões de doses de vacinas estejam disponíveis em janeiro. “O cronograma de distribuição e imunização é um anexo do nosso plano de imunização”, disse Pazuello, ao acrescentar que o cronograma pode sofrer mudanças. “Você faz a previsão quando contrata, mas às vezes adianta, às vezes atrasa, e a gente vai atualizando esse cronograma.”

A expectativa de Pazuello é que alguns grupos prioritários comecem a receber a primeira dose da vacina contra a covid-19 no final de janeiro. A vacinação em massa deve começar a partir de fevereiro.

Segundo o ministro, a vacinação da população em geral deve começar cerca de quatro meses após o término da imunização dos grupos prioritários.

“São quatro grandes grupos prioritários e, após esses grupos prioritários, que a gente visualiza 30 dias para cada grupo prioritário, a gente começa a vacinar a população dentro das faixas etárias”, disse Pazzuelo. Segundo o ministro, esses 30 dias seriam suficientes para aplicar as duas doses da vacina.

Segundo o Plano Nacional de Imunização, nas primeiras fases serão vacinados grupos específicos, como trabalhadores da saúde, idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de segurança, indígenas e quilombolas.

“Nós temos contratos firmados com quatro a cinco laboratórios, e eles vão nos dando toda essa cronologia, atualizando nosso cronograma, mas o principal número, a principal data é que até o final de janeiro nós teremos vacinas iniciais, algumas em caráter emergencial, e a vacinação em massa, já com registro, a partir de fevereiro”, disse o ministro.

Pazuello explicou que o ministério provavelmente vai receber mais de um tipo de imunizante, mas as pessoas receberão as duas doses da vacina de um mesmo laboratório, até porque são de tecnologias diferentes. “Nós vamos monitorar todas essas aplicações para que a segunda dose seja dada efetivamente de um mesmo laboratório que aquela pessoa tomou. Isso é um grande processo de controle e monitoramento.”

O ministro garantiu que a vacina será voluntária e disponibilizada, de forma gratuita, nas salas de vacinação em cada município. “Nós vacinaremos todos os brasileiros de forma igualitária, de forma proporcional ao número de pessoas por estado e de graça. Confiem nisso, confiem na estrutura do SUS [Sistema Único de Saúde], confiem de que aqui existem pessoas que estão realmente trabalhando diuturnamente para que a gente tenha a vacina distribuída o mais rápido possível e a todos os brasileiros.”

Fonte: Por Agência Brasil – Brasília


Mapa divulga lista de flores e plantas ornamentais introduzidas no Brasil


O setor de flores e plantas ornamentais vem se recuperando após as dificuldades enfrentadas com a pandemia do coronavírus, que diminuiu significativamente a demanda e fez com que os produtores descartassem parte da produção. Para reverter esse quadro e apoiar o setor, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a Instrução Normativa 64/2020 e disponibilizou no site a lista com mais de 1,8 mil espécies de flores e plantas ornamentais introduzidas no Brasil.

Com a catalogação das espécies em uma lista oficial, o Ministério procura garantir maior segurança jurídica para a produção, exploração comercial e promoção da inovação de flores ornamentais no país.

A lista de espécies ornamentais é resultado de um trabalho extenso do Mapa, responsável pela elaboração, publicação e revisão. Fazem parte dessa listagem plantas como orquídeas, cactus, begônias e palmeiras, entre outras. Muitas dessas espécies são comuns em diversos estados, mas a maioria é originária de outros países.

A atualização da relação das espécies é importante para as atividades de ciência, tecnologia e inovação realizadas com espécies exóticas – que não são nativas do Brasil e não estão sujeitas ao cadastro criado pela Lei da Biodiversidade (Lei nº 13.123, de 2015). Essa legislação dispõe sobre o acesso ao patrimônio genético, sobre a proteção e o acesso ao conhecimento tradicional associado e sobre a repartição de benefícios para conservação e uso sustentável da biodiversidade.

De acordo com Cleber Soares, diretor de Inovação do Mapa, a atualização da lista é uma grande conquista para o setor de flores e plantas ornamentais. “O Brasil dá um salto com a regulamentação e garante mais transparência e segurança jurídica. A ação oferece mais oportunidades para os produtores, principalmente, para os agricultores familiares,” comentou.

A beleza e riqueza da flora brasileira, a diversidade climática e a posição estratégica do país em relação ao mercado internacional constituem fatores de sucesso no setor de flores e plantas ornamentais. Com 8,2 mil produtores, 15 mil hectares de área cultivada e mais de três mil variedades produzidas em todo o Brasil, o mercado de flores e plantas ornamentais é responsável por 200 mil empregos em toda a cadeia.

A lista de espécies ornamentais foi publicada no Diário Oficial da União e já está disponível no site do Mapa.

Ouça matéria da Rádio Mapa

Fonte:
Juliana Sartori
Agricultura e Pecuária do Brasil (MAPA)

Foto: iStock


Condutor, álcool e direção não combinam. Dirija com responsabilidade


Substância psicoativa, o álcool pode alterar percepções e comportamentos, aumentar a agressividade e diminuir a atenção prejudicando a aptidão de um condutor e tornando a direção veicular insegura.

O seu uso está ligado às mortes por acidentes de trânsito. Mundialmente, em cerca de 35% a 50% das mortes registradas nas vias, constata-se a presença de álcool, segundo dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego – ABRAMET. A principal causa de morte entre jovens de 16 a 20 anos são os acidentes automobilísticos associados ao álcool.

Com taxas, mesmo baixas, de alcoolemia, os olhos se movem com menor frequência, reduzindo o padrão de busca de riscos na cena, fixando-se em determinadas áreas por um tempo maior do que o normal e deixando de perceber o que está ocorrendo no restante do campo visual.

Um condutor embriagado que dirige em uma rodovia a 80 km/h e precisa frear o veículo por causa de algum obstáculo repentino à sua frente demorará mais tempo para que a sua reação de defesa aconteça. Assim, maior é a distância percorrida antes da freada e, por consequência, maior a distância final percorrida antes de o veículo parar totalmente. Desse modo, quanto mais álcool um motorista ingerir, mais longo será o tempo de reação e maior a probabilidade de não ser possível evitar uma colisão. Isso sem contar que a influência do álcool pode prejudicar a avaliação de condições como água ou barro na pista, que exigem cuidados redobrados.

O consumo de bebida alcoólica provoca, ainda, alterações do comportamento, das noções de perigo e do nível de consciência, inibindo barreiras morais e causando perda da autocrítica. Por essa razão, condutores sob efeito de álcool são mais propensos a dirigir em alta velocidade e a não utilizar o cinto de segurança, resultando em acidentes mais graves.

A combinação é perigosa pois o motorista que une bebida e direção põe em risco não somente a própria vida, mas também de passageiros, outros motoristas, pedestres e ciclistas.

Se for dirigir, não beba

Mesmo que os efeitos da embriaguez tenham passado, isso não quer dizer que o álcool foi eliminado completamente do organismo.

Segundo os especialistas, as técnicas usadas para acelerar a eliminação do álcool, como ingerir café, tomar aspirina ou um banho gelado, não funcionam. Além disso, o tempo de eliminação do álcool do sangue varia de acordo características como peso, idade, sexo e estado físico.

Então, quando for sair e beber, o ideal é planejar-se com antecedência, e usar outros métodos de locomoção, como transporte público, táxi, aplicativos de carro particular ou escolher um amigo que não irá beber para ser o motorista.

Fonte e foto por Coordenação-Geral de Comunicação Social – DNIT


Alinhamento entre Júpiter e Saturno acontece nesta segunda=feira (21)


Se você acompanha as notícias astronômicas, já sabe que nesta segunda (21), teremos uma das maiores conjunções entre Júpiter e Saturno dos últimos 800 anos.

Muitos dos astrônomos amadores esperam ansiosamente por este evento há vários meses. Será a primeira vez na história que a humanidade poderá contemplar, via telescópios, uma conjunção tão próxima destes dois planetas. 

Simulação da visão da conjunção do dia 21 vista de um telescópio

A conjunção astronômica é um fenômeno relativamente comum. Ela ocorre quando dois ou mais astros encontram-se em alinhamento com a Terra, ficando aparentemente próximos no céu. 

Alinhamento entre Terra, Júpiter e Saturno no dia 21 de dezembro de 2020. Créditos: TheSkyLive.com

Como todos os planetas do Sistema Solar orbitam o Sol, praticamente no mesmo plano, este alinhamento entre planetas ocorre com certa frequência. Mas as pequenas diferenças nos planos orbitais dos planetas fazem com que, a cada conjunção, a distância aparente entre os astros seja diferente. Por isso é tão rara uma conjunção planetária como a da noite de 21 de dezembro, quando os planetas estarão separados por apenas 0,1 graus no céu.

Alinhamento entre Terra, Júpiter e Saturno no dia 21 de dezembro de 2020. Créditos: TheSkyLive.com

Como todos os planetas do Sistema Solar orbitam o Sol, praticamente no mesmo plano, este alinhamento entre planetas ocorre com certa frequência. Mas as pequenas diferenças nos planos orbitais dos planetas fazem com que, a cada conjunção, a distância aparente entre os astros seja diferente. Por isso é tão rara uma conjunção planetária como a da noite de 21 de dezembro, quando os planetas estarão separados por apenas 0,1 graus no céu.

Em astronomia, é comum utilizar medidas angulares para distâncias aparentes na esfera celeste. Como comparação, o diâmetro aparente da Lua no céu é de 0,5 graus. 

Distância aparente entre Júpiter e Saturno em 21/12/2020

Júpiter e Saturno são, sem dúvida, os planetas do Sistema Solar mais interessantes de serem observados por telescópio. Ambos são alvos preferenciais para os instrumentos de astrônomos amadores e astrofotógrafos.

Júpiter, o maior planeta em órbita do Sol, apresenta um sistema de tempestades que divide sua atmosfera superior em faixas de diferentes cores. Além da Grande Mancha Vermelha, um gigantesco vórtice de uma tempestade está ativa desde as primeiras observações de Júpiter por telescópio, feitas por Galileu Galilei, há mais de 400 anos.

Também foi Galileu quem primeiro observou as quatro maiores luas de Júpiter: Io, Europa, Calisto e Ganímedes, chamadas merecidamente de “luas de Galileu”.

Júpiter e suas faixas e sua Grande Mancha Vermelha. Créditos: Hubble/Nasa

Saturno, por sua vez, chama a atenção pelo seu belíssimo sistema de anéis que o circunda. Quando o Galileu observou o planeta pela primeira vez pelo telescópio, percebeu que havia alguma coisa em torno dele, mas não conseguia distinguir o que era. Eram apêndices, como alças, algo completamente diferente de tudo que já havia sido observado até então.

Inicialmente acreditava-se que eram Luas em uma órbita muito próxima ao planeta. Apenas meio século depois, Christiaan Huygens compreendeu a verdadeira natureza daqueles apêndices. Eram anéis, finos e planos, formados por uma nuvem de fragmentos orbitando o planeta. Huygens também descobriu Titan, a maior lua de Saturno.

Alguns anos depois, Domenico Cassini descobriu outras quatro grandes luas orbitando o planeta: Japeto, Reia, Tétis e Dione. Além disso, Cassini percebeu que os anéis não eram contínuos, como também uma pequena divisão na parte mais externa dos anéis, conhecida como “Divisão de Cassini”.


Saturno, seus anéis e a Divisão de Cassini. Créditos Hubble/Nasa

E tudo isso, toda a beleza e complexidade desses dois mundos que encantam os astrônomos há mais de 400 anos, poderá ser contemplada de uma só vez e de maneira inédita na próxima segunda (21). Tão rara, que a última vez ela ocorreu no ano 1226, quase 200 anos antes das primeiras observações de Galileu Galilei.

É uma oportunidade única de observar e fotografar os dois maiores planetas do sistema solar em um mesmo campo de visão do telescópio. Todos juntos, os dois gigantes gasosos, os anéis de Saturno com a Divisão de Cassini, a Grande Mancha Vermelha de Júpiter, e as 9 maiores luas dos dois planetas, compondo uma única e espetacular imagem, que deve ficar gravada em nossa retina e em nossas câmeras também.

Como observar a conjuração entre Júpiter e Saturno?

A conjunção está no céu durante toda a semana. Júpiter e Saturno são os astros mais luminosos na direção do poente ao anoitecer, e eles já estão tão próximos um do outro, que se você esticar o braço, consegue ocultar os dois astros com a ponta do dedo mindinho.

Noite após noite, será possível acompanhar, a olho nu, os dois planetas cada vez mais próximos, até que no dia 21 chegarão à sua máxima aproximação.

Nesta noite, o melhor será observar os dois por um telescópio ou binóculo, para contemplar, em todos os seus detalhes, esse evento único. 


A ‘dança dos planetas’ Júpiter e Saturno no mês de dezembro e sua máxima aproximação no dia 21

Os planetas estarão visíveis no céu até, no máximo, por 2 horas após o por do Sol, se as condições meteorológicas permitirem. Mas se você perder essa conjunção na noite do dia 21, não se preocupe, porque não precisará esperar mais 800 anos para ver uma igual.

Daqui “apenas” 60 anos, em 2080, haverá uma outra conjunção entre Júpiter e Saturno tão próxima quanto esta. Talvez seja melhor não esperar tanto e preparar seus instrumentos para acompanhar a maior conjunção entre Júpiter e Saturno na era dos telescópios! 

Texto escrito por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia, membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira e diretor técnico da Bramon – Rede Brasileira de Observação de Meteoros 

Via Portal Olhar Digital