Prepare-se para última Superlua de 2019 que promete assombrar o mundo

Na quinta-feira (21), a “Superlua de minhoca” surgirá, sendo a terceira e última Superlua que apreciaremos neste ano, justamente na madrugada de 21 de março no Hemisfério Sul. O nome peculiar se deve ao fato de que no Hemisfério Norte do planeta o inverno chega ao fim, o solo começa a descongelar, e dele começam … Leia Mais



Hoje é Sexta, 15 de março de 2019: Dia da Escola:

Hoje é Sexta, 15 de março de 2019: Dia da Escola: A escola, depois da família, é o primeiro grupo social a que pertencemos. E grupos sociais são importantes para que aprendamos a interagir com pessoas, a conhecer novos comportamentos e a respeitar uns aos outros. Além do mais, a escola é fonte de conhecimento e … Leia Mais


Facebook, WhatsApp e Instagram sofrem instabilidade e ficam fora do ar


O Facebook, WhatsApp e Instagram apresentaram falhas nesta quarta-feira (13/3) e ficaram inacessíveis para alguns usuários no Brasil e em outros países. No Facebook, usuários reclamaram de problemas para fazer postagens e alguns para efetuar o login no perfil. Ainda não se sabe os motivos da instabilidade nos dois aplicativos.

 

Na internet, várias pessoas reclamaram de dificuldades para ver as atualizações no Instagram, como likes, comentários e solicitações no app. Alguns relataram conseguir acesso apenas pelo site. Outros afirmaram ainda que o sistema apresentou instabilidade ao tentar publicações no feed e nos stories.

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Usuários relataram que Facebook apresentou erro no login e em atualizações do feed

No site da empresa DownDetector, várias pessoas comentaram sobre lentidão para publicar vídeos e novos posts em páginas. As redes sociais caíram no Brasil, nos EUA e em várias partes da Europa. O problema, no entanto, parece não ter afetado o WhatsApp.

Alguns relataram problemas já na tela de login do Facebook. Ao tentar entrar com login e senha, apareceu a seguinte mensagem: “no momento, o Facebook está fora do ar para uma manutenção obrigatória, mas deve voltar em alguns minutos”.

Reprodução

 

Já no Instagram, o login com apelido e senha gerou a mensagem: “Não foi possível se conectar ao Instagram. Verifique se você está conectado à Internet e tente novamente”. O aplicativo pode dizer apenas que “ocorreu um erro de rede desconhecido”.

 

Instagram fora do ar, e pelo que pesquisei no Twitter em varios lugares do mundo! 😱 

 
 
 
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 Fonte e foto Portal Metropolis (Reprodução)

 


Polícia identifica atiradores de escola em Suzano


Em entrevista coletiva concedida na tarde de hoje (13), a polícia civil de São Paulo confirmou o nome dos dois atiradores da escola Raul Brasil, em Suzano, na grande São Paulo. Os autores do crime são Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, ex-alunos. A motivação para o crime ainda não foi divulgada. Guilherme Henrique estudou no colégio até o ano passado.

Os dois atiradores chegaram à escola por volta das 9h30 da manhã de hoje, durante o intervalo de aulas, e atiraram contra funcionários e estudantes. Cinco crianças e um funcionário morreram no local. Os dois atiradores se mataram. De acordo com último balanço divulgado pela polícia, 10 pessoas ficaram feridas e 10 pessoas morreram, incluindo os dois atiradores.

Dentre os que morreram, duas eram funcionários da escola, Eliane Regina de Oliveira Xavier e Marilena Vieira Umezo. Cinco eram alunos do ensino médio: Pablo Henrique Rodrigues, Clayton Antonio Ribeiro, Caio Oliveira, Samuel Melquiades Silva de Oliveira e João Vitor Ramos Lemos, que morreu no deslocamento para o hospital.

Tiroteio na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, a 57 quilômetros de São Paulo, deixou mortos e feridos. Segundo a Polícia Militar, dois jovens armados e encapuzados invadiram o colégio e disparam contra os alunos.
Tiroteio na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, a 57 quilômetros de São Paulo, deixou mortos e feridos. Segundo a Polícia Militar, dois jovens armados e encapuzados invadiram o colégio e disparam contra os alunos. – Rovena Rosa/Agência Brasil

Vinte e três pessoas foram levadas ao hospital, entre elas, pessoas que passaram mal após o ataque. Antes de chegarem à escola, eles atiraram no dono de uma locadora de carros, Jorge Antonio Moraes, que também veio a óbito.

O governador João Doria decretou luto oficial de três dias no estado.

Fonte por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil  Foto Rovena Rosa/Agência Brasil


MPT oferecerá curso nacional gratuito para conselheiros tutelares sobre combate ao trabalho infantil


O Ministério Público do Trabalho (M PT) abriu, no período de 18/2 a 15/3/2019, inscrições para participação no curso “Conselheiros Tutelares: importantes atores no combate ao trabalho infantil”. O curso está previsto para ocorrer no período de 1º/4 a 1º/5/2019. Terá carga horária de 20 horas/aula. Será realizado na modalidade a distância, por meio de videoaulas. Atividades ocorrerão no ambiente virtual de aprendizagem (AVA) do MPT: https://ead.mpt.mp.br. É destinado a todos Conselheiros Tutelares atuando nos estados brasileiros e demais interessados no tema. Serão ofertadas mil vagas. A seleção dos participantes se fará mediante ordem de inscrição. Será dada prioridade para os Conselheiros Tutelares. Informações adicionais podem ser obtidas na Assessoria Técnica da Coordenação de Desenvolvimento de Pessoas pelo telefone (61) 3314-8486.
O objetivo do curso é sensibilizar e nivelar o conhecimento dos participantes sobre questões referentes ao combate à exploração do trabalho infantil. Os objetivos específicos são identificar o que é trabalho infantil, a idade em que o trabalho não é permitido, o que é trabalho noturno, perigoso e insalubre, quais são os trabalhos que compõem a lista TIP (piores formas de trabalho infantil), as condições em que ocorre a aprendizagem, as restrições para o trabalho abaixo dos 18 anos, a rede de proteção do seu município (CMDCA, CRAS, CREAS, Profissionais da Saúde, da Educação e Professores), as consequências do trabalho infantil na atualidade, as situações em que os afazeres domésticos caracterizam trabalho infantil e as situações de trabalho infantil que requerem acionamento de um membro do MPT.
Clique aqui para acessar o edital.

Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS)

 Fonte Assessoria de Comunicação (Ascom) Chefe: Flávio Wornicov Portela
Analista de Comunicação: Luis Nakajo


Hoje é Sexta, 08 de março de 2019: Dia Internacional da Mulher


O Dia Internacional da Mulher é celebrado no dia 8 de março. A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos[1] e na Europa, no contexto das lutas feministas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto. Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhaga, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas pelos direitos das mulheres trabalhadoras.[2][3]

As celebrações do Dia Internacional da Mulher ocorreram a partir de 1909 em diferentes dias de fevereiro e março, a depender do país.[4]A primeira celebração deu-se a 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, seguida de manifestações e marchas em outros países europeus nos anos seguintes, usualmente durante a semana de comemorações da Comuna de Paris, no final de março. As manifestações uniam o movimento socialista, que lutava por igualdade de direitos econômicos, sociais e trabalhistas, ao movimento sufragista, que lutava por igualdade de direitos políticos.

No início de 1917, na Rússia, ocorreram manifestações de trabalhadoras por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Os protestos foram brutalmente reprimidos, precipitando o início da Revolução de 1917.[5][1] A data da principal manifestação, 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), foi instituída como Dia Internacional da Mulher pelo movimento internacional socialista.

Na década de 1970, o ano de 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e o dia 8 de março foi adotado como o Dia Internacional da Mulher pelas Nações Unidas, tendo como objetivo lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas.

Fonte: http://pt.wikipedia. imagem reprodução redes sociais


Cafundó: conheça a localidade de nome singular da região central do RS


Estrada sinuosa em meio aos cerros da região leva à baixada onde fica o CafundóRobinson Estrásulas / Agencia RBS
Confira reportagem Créditos de Bruna Porciúcula do Portal GaúchaZH

Aos pés da Serra de São Martinho, na região central do Rio Grande do Sul, os cerros cobertos de mata retiram o horizonte da vista, e o emaranhado de estradinhas de chão abertas pelos imigrantes italianos da Quarta Colônia vai levando aonde nem Judas chegaria não fosse a ajuda de uma ou outra placa.

É o caminho do Cafundó, o Cafundó mesmo, de batismo oficial e escrito com o C maiúsculo, lugar onde a dona de casa Vera Quatrim Dal Molin, 55 anos, e o marido dela, o agricultor Dilmar Dal Molin, 49, escolheram para travar a luta diária pela sobrevivência. Trata-se de uma localidade dentro dos limites de Ivorá, município com pouco mais de 2,1 mil habitantes – a maioria deles na zona rural – a cerca de 50 quilômetros de Santa Maria.

Não há quase nada por lá, o que talvez justifique o gracejo do nome, que foi, anos atrás, até motivo de vergonha para Vera.

– A gente achava ruim o nome, não gostava. Mas agora fiquei velha, não tenho mais vergonha. E foi aqui que, com honestidade e muito trabalho, criei meus filhos. Esse chão é meu, vou morrer aqui, por que ter vergonha? – ufana-se a mulher, no chalé de madeira ao sopé de um dos morros que compõem a paisagem.

A comunidade do Cafundó é uma espécie de resistência aos apelos da cidade e às dificuldades naturais do lugar. Não passa de duas dezenas de famílias, apostam os moradores, já que dados oficiais não dão conta do número atual exato da população. As plantações de milho, feijão, fumo e outras culturas assentam-se em peraus impiedosos que exigem dos moradores força nas pernas e serenidade para esperar que do terreno pedregoso germine fartura.

Vera já sofre as dores provocadas pelo esforço contínuo de apoiar no quadril os cestos com batata e alimentação dos animais no sobe e desce das trilhas íngremes. Esperar pela terra é a sina de quem se destina a existir por aquelas bandas, desde muito antes de os imigrantes italianos abrirem as primeiras picadas e linhas da Quarta Colônia.

Robinson Estrásulas / Agencia RBS
No caminho para a localidade, estrada cruza o Rio MelloRobinson Estrásulas / Agencia RBS

O Cafundó, pelos registros históricos de Ivorá, foi ocupado por gente de São Martinho da Serra e Júlio de Castilhos, gente esta que fugia da violência da Revolução Federalista de 1893. Boa parte era formada por descendentes de portugueses, negros ou indígenas que habitavam as proximidades da sesmaria dos Mello, o grande proprietário da área de aproximadamente 3 mil hectares na época do Império.

– Os italianos não foram os primeiros a chegar no Cafundó, mas sim pessoas da região que queriam se esconder das lutas, daqueles tempos de degola nos campos mais altos. Só mais tarde é que os colonos começaram a adquirir essas terras, porque as áreas mais planas, das várzeas, já estavam ocupadas pelos alemães. Mas, desde aquela época, sempre foi um lugar escondido – conta o professor de História Sergio Venturini, um ivorense dedicado à memória do município.

Venturini explica que, muito antes da imigração de famílias italianas do Vêneto e de Friuli, em 1883, Cafundó e a comunidade de Barreiro, outra nos limites de Ivorá, registravam a presença de povos indígenas, que já tinham contato com o cristianismo por conta do primeiro período das reduções jesuíticas no Estado – a Redução da Natividade ficava onde atualmente é Júlio de Castilhos.

Robinson Estrásulas / Agencia RBS
Vera e Dilmar: casal está entre as poucas dezenas de moradores do CafundóRobinson Estrásulas / Agencia RBS

Acredita-se que esses locais periféricos da região tenham sido palco dos primeiros contatos entre imigrantes italianos e nativos. Inicialmente, os novos moradores vindos da Europa ignoravam costumes, língua e cultura dos locais, a quem chamavam, não importando se negros ou índios, de “nacionais”, ou “brasileiros”, por vezes, como uma maneira de distingui-los pejorativamente dos italianos.

Nas levas seguintes de novos proprietários de terras no Cafundó, estava a família do agricultor Alexandre Paulo Simonetti, 75 anos. Ele chegou ao local aos quatro anos, acompanhando os pais e outros 10 irmãos e de lá não arredou mais pé. Saíram da chamada Linha Simonetti, a oito quilômetros dali, em busca de mais espaço para plantar, ainda que o relevo acidentado pouco oferecesse a uma roça plana.

– Aqui, a gente planta com espingarda e colhe com o laço – diverte-se Simonetti, apoiando-se no ditado popular entre os colonos para explicar a dificuldade de se trabalhar naqueles terrenos.

Robinson Estrásulas / Agencia RBS
Alexandre, que vive há 71 anos no Cafundó, e famíliaRobinson Estrásulas / Agencia RBS

Repolho na brizoleta

O Cafundó já teve mais plantações e mais gente também. Muitos dos antigos moradores morreram e outra parte preferiu seguir rumo à cidade, num movimento que desfigura a vocação dos mais jovens para a vida no campo – não só em Ivorá, mas também em outras cidadezinhas da Quarta Colônia.

– As lavouras são limitadas, porque há muito cerro. Então, o pessoal vai embora por falta de condições – diz João Paulo Simonetti, filho de Alexandre e atual morador do centro de Ivorá.

Vera também lembra que, anos atrás, a localidade tinha mais atrativos. Vizinha da antiga “brizoleta” (a escola criada em 1960 por Leonel Brizola quando governou o Rio Grande do Sul de 1959 a 1963 e na qual ela estudou até a quarta série), a moradora recorda dos adjutórios, frequentes nas comunidades rurais e católicas da região, e das celebrações que reuniam gente de linhas vizinhas ao Cafundó em partidas de bocha e futebol. O período na escola era divertido e valorizado. Ivorá tem uma tradição em educação. Quando ainda pertencia a Júlio de Castilhos, foi o primeiro distrito do Rio Grande do Sul a ter uma escola pública com Ensino Médio.

Robinson Estrásulas / Agencia RBS
A brizoleta: velha escola da localidade é um ponto de referência na comunidadeRobinson Estrásulas / Agencia RBS

A cidade é, pela forte tradição católica, um celeiro de padres. Por anos, funcionou no atual prédio da prefeitura uma espécie de pré-seminário para rapazes na modalidade de internato. O empreendimento foi idealizado por Monsenhor Busato, o primeiro pároco do município depois que a Capelania de São José do Núcleo Norte, antigo nome de Ivorá, tornou-se uma paróquia, em 1918.

A liderança religiosa de Busato, aliás, até hoje é motivo de controvérsia na comunidade. É venerado pelo espírito empreendedor e por obras que deixou na cidade, mas, ao mesmo tempo, retratado como um homem severo e implacável na disciplina de seus fiéis. Em seu livro Ivorá – Sangue Italiano na Quarta Colônia, Venturini descreve a figura do religioso como protagonista de episódios de violência, como uma bofetada em uma noiva e um pontapé, à porta da casa canônica, em um viúvo que havia casado novamente sem as bênçãos do pároco.

Monsenhor Busato também mantinha seu rebanho atento ao que chamava de “ameaça protestante”. Em áreas de colonização alemã da Quarta Colônia, via-se as religiões protestantes ganharem força, e ele, orientado por circulares enviadas pelos bispos, deixava claro a excomunhão daqueles que se aventurassem longe da Igreja Católica. O povoado vivia, conta Venturini, sob o medo onipresente dos anos 2000, pois acreditava-se que seria o fim do mundo, do terceiro segredo de Fátima, à época não revelado pela Igreja, e do diabo.

– As pessoas tinham muito medo. Onde fosse, ele (Busato) queria saber se tinha gente fazendo reuniões dançantes ou culto protestante. Não se podia dançar. Enquanto o Monsenhor existiu, não se dançou em Ivorá. Teve gente que morreu sem nunca ter ido a um baile – conta o professor.

O Cafundó também entrava na área de jurisdição de Monsenhor Busato, mas por lá pouco se lembram dele. A herança educacional dos primórdios da cidade ficou relegada às lembranças. As crianças atravessavam o barro, encaravam o frio dos dias de inverno para aprender a “ler e fazer conta” e aproveitar a merenda, feita na instituição mesmo.

– A gente comia repolho temperado. Era bem bom. Sempre tinha – recorda Vera.

A brizoleta, oficialmente chamada Escola Municipal Senador Alberto Pasqualini, em homenagem ao político que virou o filho mais ilustre de Ivorá, quando teve as atividades escolares canceladas em 1995, tornou-se uma espécie de salão comunitário, onde ocorrem missas mensais, palestras e encontros da terceira idade, cada vez mais raros.

– Olha, era muito divertimento por aqui. Faziam as promoções na comunidade. Não tem mais nada disso. Por quê? Não sei. Só sei que era tudo diferente – lamenta Vera, em frente ao antigo colégio e ao campo de futebol tomado pelo mato.

Robinson Estrásulas / Agencia RBSReligiosidade impregna história de Ivorá (foto), onde descendentes de italianos eram reprimidos ao aderir ao protestantismoRobinson Estrásulas / Agencia RBS

Turismo no Cafundó?

O tempo no Cafundó passa devagar, marcado por verões escaldantes e invernos úmidos, entrecortados por um ou outro episódio rumoroso. Diferentemente das grandes cidades, a violência não faz parte do dia a dia de quem vive por lá. 

O que mais tira o sossego da Polícia Civil e da Brigada Militar são os abigeatos e os rebuliços por brigas em bailes do interior, mas, em 2012, um agricultor foi morto a pauladas em casa, vítima de latrocínio. Um ano depois, dois homens foram presos pelo crime. O assassinato brutal comoveu e assustou os moradores da localidade, desde então mais atentos ao movimento de estranhos que volta e meia cruzam por ali em busca de aventura.

Cafundó, além das gentes, esconde belezas naturais quase inexploradas pelo turismo. Há pelo menos duas cachoeiras na área, mas que ainda não integram roteiros turísticos. Ivorá tem mais de 30 cascatas e piscinas naturais que atraem visitantes para a área rural do município nos meses mais quentes.

– As cachoeiras do Cafundó têm acesso muito difícil, fica complicado de levar o pessoal lá por causa da falta de segurança e da trilha. É no cafundó mesmo – reforça Leandro Sarzi, engenheiro elétrico formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Sarzi diplomou-se e voltou para sua terra natal para abrir um comércio e se dedicar ao projeto Caminhos de Ivorá, que promove roteiros pela Quarta Colônia, incluindo a visita a pontos turísticos, como o Monte Grappa e a Cruz Luminosa, e almoços preparados por famílias de origem vêneta ou friulana.

O relevo da região atrai ao longo do ano grupos de trilheiros que encontram terreno ideal para o esporte. O Cafundó, por ser um cafundó, não está contemplado na programação oficial dos passeios, mas o entusiasmo de Sarzi em impulsionar o turismo local já vislumbra o potencial da localidade, banhada pelo Rio Mello, com cascatas escondidas e córregos.

Robinson Estrásulas / Agencia RBSDepressão: Cafundó fica em uma baixada cercada de cerrosRobinson Estrásulas / Agencia RBS

O mistério do nome

Décadas atrás, atribuía-se ao nome dessa remota localidade qualquer infortúnio ou a ausência do progresso. Pensou-se até em trocá-lo, mas a falta de consenso entre moradores não só manteve a alcunha como também sequer conseguiu oficializar o nome de uma das sangas do lugar, deixando o curso d’água ser chamado ao gosto de cada um.

E não é que mais tarde foi justamente a denominação de Cafundó que deu fama ao lugarejo? Programas de TV de diversos lugares do país (incluindo o Fantástico, anos atrás), estudantes universitários em busca de um peculiar objeto de estudo, fotógrafos e repórteres aportam por lá para entender o lugar onde não tem quase nada aos olhos de quem pensa que tem tudo, mas quase tudo para quem, por opção ou destino, vive nesse esconderijo protegido pela natureza.