Placa para veículos com padrão Mercosul é lançada

O Rio de Janeiro recebeu na ultima terça-feira, (11) a nova placa veicular padrão Mercosul. O Departamento de Trânsito (Detran-RJ) foi o primeiro do país a implementar o modelo, que vem equipado com QR Code para aumentar a segurança do usuário e diminuir as chances de clonagem. O ministro das Cidades, Alexandre Boldy, acredita que … Leia Mais




Husm solicita com urgência a doação de sengue e plaquetas dos tipos O- e A+


O Hospital Universitário de Santa Maria (Husm) solicita com urgência a doação de sangue e plaquetas dos tipos O- e A+ para os pacientes Leonardo Cordeiro Peres e Eliezer Trindade Chaves de Medeiros.

Os doadores devem se dirigir ao Hemocentro Regional de Santa Maria, que fica na Alameda Santiago do Chile, 35 (perto do Fórum).

O Hemocentro funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Mais informações pelo telefone (55) 3221-5262.

Informações Comunicação UFSM


Ministério quer vacinar mais de 20 milhões de adolescentes contra HPV


O Ministério da Saúde iniciou hoje (4) uma campanha publicitária para impulsionar a vacinação de adolescentes contra o HPV. A convocação tem como alvo 20,6 milhões de meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Eles devem ir aos postos de saúde para se imunizar pela primeira vez ou tomar a segunda dose da vacina e completar a proteção contra o HPV.
 
O vírus HPV (Papilomavírus Humanos) é sexualmente transmissível e infecta pele e mucosas da boca ou das áreas genital e anal provocando verrugas e diferentes tipos de cânceres em homens e mulheres (cólo do útero, anal, pênis, vagina, orofaringe).  

Segundo o ministério, cerca de 30% dos tumores provocados por vírus no mundo são causados pelo HPV.

Para esta nova etapa da campanha, foram investidos R$ 567 milhões para adquirir 14 milhões de vacinas. Na etapa anterior, mais de 63% das meninas de 9 a 14 anos já foram imunizadas com a primeira dose e 41% das crianças receberam a segunda dose.

No caso dos meninos, cerca de 2,6 milhões receberam a primeira dose (35,7% do público-alvo), e 911 mil (13%) já receberam a segunda dose.

Duas doses

O Ministério da Saúde alerta que a cobertura contra o HPV só está completa com as duas doses. O intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina é de seis meses.

A pasta assegura que a vacina não aumenta o risco de eventos adversos graves, aborto ou interrupção da gravidez.

A vacinação tem impacto significativo na redução da incidência do HPV, como nos Estados Unidos, que reduziram em 88% as taxas de infeção oral pelo vírus com imunização, disse o Ministério da Saúde.

Esclarece ainda que a vacina não é eficaz para tratamento de infecções ou lesões por HPV já existentes.

A campanha deste ano tem como tema “Não perca a nova temporada de Vacinação contra o HPV” e será veiculada até 28 de setembro por meio de várias peças.

As escolas receberão material informativo para que professores, alunos e familiares possam debater sobre as doenças.

No Brasil, estima-se que a prevalência do HPV é de 54,3%, sendo que mais de 37% têm HPV de alto risco para câncer, de acordo com pesquisa preliminar feita pelo Ministério da Saúde, universidades e secretarias municipais de saúde das capitais.

Os resultados finais deste estudo serão divulgados até o fim do ano.

Fonte por: Por Débora Brito – Repórter da Agência Brasil imagem ilustrativa reprodução redes sociais


Incêndio de grandes proporções destrói o Museu Nacional, no Ruo de Janeiro


Reportagem, videos e fotos Por G1 Rio

Um incêndio de grandes proporções destrói o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. O fogo começou por volta das 19h30 deste domingo (2) e até a última atualização desta reportagem seguia destruindo as instalações da instituição criada completou 200 anos em 2018.

Segundo a assessoria de imprensa do museu, não há feridos. Quatro vigilantes estavam no local, mas conseguiram sair a tempo. As causas do fogo, que começou após o fechamento para a visitantes, ainda serão investigadas.

Calcula-se que o acervo tenha cerca de 20 milhões de itens, que estão sendo destruídos pelo fogo.

Bombeiros tentam controlar incêndio que atinge o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista
Jornal GloboNews

Bombeiros tentam controlar incêndio que atinge o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista

Em reportagem recente, a GloboNews mostrou a falta de estrutura que afetava o Museu Nacional, que necessitava de várias reformas (assista).

“O fogo está comendo todo o Museu Nacional, completamente. Eu vi uma fumaça saindo e depois começaram as chamas. Está completamente tomado o Museu Nacional. Eu ouvi o carro do Corpo de Bombeiros na Quinta da Boa Vista. Olhando de frente para o museu, o fogo começou do lado direito. Apagaram a luz do parque. Está pegando muito fogo mesmo”, disse a moradora Sylvia Guimarães.

Incêndio atinge o Museu Nacional, no Rio de Janeiro
Jornal GloboNews
Incêndio atinge o Museu Nacional, no Rio de Janeiro

Incêndio atinge o Museu Nacional, no Rio de Janeiro

Incêndio atinge Museu Nacional no Rio (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Incêndio atinge Museu Nacional no Rio (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Veja a localização do Museu Nacional, Zona Norte do Rio (Foto: Infográfico: Karina Almeida/G1)Veja a localização do Museu Nacional, Zona Norte do Rio (Foto: Infográfico: Karina Almeida/G1)

Veja a localização do Museu Nacional, Zona Norte do Rio (Foto: Infográfico: Karina Almeida/G1)

Janis Ritins@JRitins

@OperacoesRio

Incêndio de grandes proporções em São Cristóvão

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  • Dois séculos de história

    O Museu Nacional é uma instituição autônoma, integrante do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro e vinculada ao Ministério da Educação. A instituição foi criada por D. João VI, em 6 de junho de 1818.

    Como museu universitário, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem perfil acadêmico e científico.

    O museu contém um acervo histórico desde a época do Brasil Império. Destacam-se em exposição:

    • o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizada de “Luzia”, pode ser apreciado na coleção de Antropologia Biológica, entre outros;
    • a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I;
    • a coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina;
    • as coleções de Paleontologia que incluem o Maxakalisaurus topai, dinossauro proveniente de Minas Gerais.

    Vista aérea do Museu Nacional, antes do incêndio (Foto: Reprodução/ Museu Nacional)Vista aérea do Museu Nacional, antes do incêndio (Foto: Reprodução/ Museu Nacional)

    Vista aérea do Museu Nacional, antes do incêndio (Foto: Reprodução/ Museu Nacional)


População brasileira passa de 208,4 milhões de pessoas, mostra IBGE


A população brasileira é de 208.494.900 habitantes, espalhados pelos 5.570 municípios do país, de acordo com dados divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa é referente a 1º de julho e mostra crescimento populacional de 0,82% de 2017 para 2018. No ano passado, o Brasil tinha 207.660.929 habitantes.

Segundo as informações já publicadas no Diário Oficial da União (DOU), o município de São Paulo continua sendo o mais populoso do país, com 12,2 milhões de habitantes, seguido do Rio de Janeiro (6,7 milhões de habitantes), de Brasília e de Salvador, com cerca de 3 milhões de habitantes cada.

De acordo a divulgação, 17 municípios brasileiros concentram população superior a 1 milhão de pessoas e juntos somam 45,7 milhões de habitantes ou 21,9% da população do Brasil.

Serra da Saudade, em Minas Gerais, é o município brasileiro de menor população, 786 habitantes, seguido de Borá (SP), com 836 habitantes, e Araguainha (MT), com 956 habitantes.

Estados

Os três estados mais populosos estão na Região Sudeste, enquanto os cinco menos populosos, na Região Norte. O mais populoso é o de São Paulo, com 45,5 milhões de habitantes, concentrando 21,8% da população do país. Roraima é o menos populoso, com 576,6 mil habitantes, apenas 0,3% da população total.

As estimativas da população residente para os municípios brasileiros, com data de referência em 1º de julho de 2018, foram calculadas com base na Projeção de População (Revisão 2018) divulgada no último dia 27 de julho pelo IBGE.

Imigrantes venezuelanos cruzam a fronteira com o Brasil.
Estudo incluiu imigrantes venezuelanos no estado de Roraima  – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo o instituto, essa revisão incorporou os imigrantes venezuelanos no estado de Roraima, dos quais 99% estavam concentrados nos municípios de Boa Vista e Pacaraima.

As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros usados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos.

Regiões metropolitanas

Entre as regiões metropolitanas e Regiões Integradas de Desenvolvimento (Rides), a de São Paulo é a mais populosa, com 21,6 milhões de habitantes, seguida do Rio de Janeiro (12,7 milhões de habitantes), de Belo Horizonte (5,9 milhões de habitantes) e da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) do Distrito Federal e Entorno, com 4,3 milhões de habitantes.

Ainda entre as regiões metropolitanas ou Rides, 28 têm população superior a 1 milhão de habitantes e somam 98,7 milhões de habitantes, representando 47,3% da população total. O conjunto das 27 capitais totaliza 49,7 milhões de habitantes, reunindo 23,8% da população do país.

POPULAÇÃO RESIDENTE SEGUNDO AS UNIDADESDA FEDERAÇÃO E MUNICÍPIOS

ORDEM

UNIDADES DA FEDERAÇÃO

POPULAÇÃO

0

Brasil

208.494.900

1

Rondônia

1.757.589

2

Acre

869.265

3

Amazonas

4.080.611

4

Roraima

576.568

5

Pará

8.513.497

6

Amapá

829.494

7

Tocantins

1.555.229

8

Maranhão

7.035.055

9

Piauí

3.264.531

10

Ceará

9.075.649

11

Rio Grande do Norte

3.479.010

12

Paraíba

3.996.496

13

Pernambuco

9.496.294

14

Alagoas

3.322.820

15

Sergipe

2.278.308

16

Bahia

14.812.617

17

Minas Gerais

21.040.662

18

Espírito Santo

3.972.388

19

Rio de Janeiro

17.159.960

20

São Paulo

45.538.936

21

Paraná

11.348.937

22

Santa Catarina

7.075.494

23

Rio Grande do Sul

11.329.605

24

Mato Grosso do Sul

2.748.023

25

Mato Grosso

3.441.998

26

Goiás

6.921.161

27

Distrito Federal

2.974.703

Reportagem por: Por Nielmar Oliveira – Repórter da Agência Brasil Foto capa: Vladimir Platonow/Agência Brasil/Agência Brasil


Aos 91 anos de idade, morre Paixão Cortes: Sirvam as tuas façanhas, de modelo a toda terra!


Homem que se transformou em símbolo do gauchismo, João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes morreu nesta segunda-feira (27) aos 91 anos. O folclorista, referência no estudo — e na própria formatação — da identidade do gaúcho, deixa como legado aquilo que só cabe na biografia dos mais importantes pesquisadores: sua imagem se confunde com a do objeto que ele dedicou a vida a desvendar.

Nascido em Santana do Livramento em 12 de julho de 1927, filho de pai agrônomo e mãe com dotes musicais, Paixão carregou as duas marcas na paleta: formou-se em Agronomia na UFRGS, exerceu a profissão e chegou a ser funcionário da Secretaria de Estado da Agricultura, mas nunca negou a vocação para o trabalho com a música e as danças características da região onde viveu. Em 1939, aos 12 anos, mudou-se com a família para Uruguaiana. Em meados da década de 1940, já estava instalado na Capital — onde havia estado pela primeira vez durante o centenário da Revolução Farroupilha, em 1935 — estudando em regime de internato no IPA.

A morte do pai foi decisiva para que se matriculasse no Colégio Júlio de Castilhos. Lá, estudando à noite, já tomado pela ideia de pesquisar e fortalecer os costumes do gaúcho frente à pressão de bens culturais externos como dos EUA. Firmou parceria com Barbosa Lessa, que descreveria como um “guri pequeno e magrinho”, e acabaria por se tornar seu principal parceiro na formatação do movimento tradicionalista. 

Ao longo das décadas de 1940 e 50, ao lado de Lessa e do Grupo dos Oito (turma de amigos do Julinho empenhados na pesquisa da tradição gaúcha), Paixão foi o mentor de uma série de solenidades que visavam a chamar a atenção para os símbolos socioculturais do gauchismo: a Chama Crioula (criada em 1947, como uma extensão da Chama da Semana da Pátria), o Desfile dos Cavalarianos, a Ronda Crioula (que, nos anos 1960, deu origem à Semana Farroupilha), e o primeiro Centro de Tradições Gaúchas, criado em 1948 com o nome de 35, por Côrtes, Lessa, Glauco Saraiva e Hélio José Moro.

Não foi à toa que, em 1954, quando da criação da escultura do Laçador, símbolo do gaúcho, o autor Antônio Caringi bateu à porta de Paixão Côrtes em busca de um modelo para a estátua que se encontra próximo ao Aeroporto Internacional Salgado Filho. A fundação do CTG 35 acabou por inaugurar uma senda de centros de cultura semelhantes, que hoje estão espalhados por todo o mundo. Mas o trabalho de Paixão e Barbosa Lessa estava apenas começando. 

Entre 1949 e 1952, a dupla estudou e catalogou mais de duas dezenas de danças praticadas no Rio Grande do Sul, para fundar, no ano seguinte, o grupo de dança Os Tropeiros da Tradição. As pesquisas também deram origem, em 1956, ao Manual de Danças Gaúchas e ao LP Danças Gaúchas, em que a cantora Inezita Barroso gravou sua voz no que é considerado o primeiro registro em fonograma do resultado das pesquisas dos folcloristas. 

João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes nascido em Santana do Livramento, fronteira seca do Rio Grande do Sul com Rivera (Uruguai),  em 12 de julho de 1927, é Engenheiro Agrônomo, folclorista, radialista e dedicado pesquisador da cultura, hábitos e costumes populares do Rio Grande do Sul e do Brasil, os quais registrou em dezenas de publicações e discos.

Informações Portal GaúchaZH

Sirvam as tuas façanhas, de modelo a toda terra!

Reportagem abaixo  especial Por Blog Tradicionalista Rogério Bastos (divulgação)

           Formado em Agronomia, teve sua vida profissional ligada a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul onde desenvolveu trabalhos ligados a Ovinotecnia, em destaque a introdução da tosquia australiana e a tipificação de carcaças.

           Em 1947, liderou os estudantes que fundaram o Departamento de Tradições Gaúchas do Grêmio Estudantil do Colégio Júlio de Castilhos em Porto Alegre, célula-mater do Movimento Tradicionalista Gaúcho. 

            Esse núcleo estudantil foi o centro agregador para um grupo de jovens que protagonizaram pioneiramente momentos marcantes na  história do tradicionalismo. Ele e sete companheiros, trajados e montados tipicamente à gaúcha, algo inédito na época, formou o “Piquete da Tradição” que desfilou, em Porto Alegre, fazendo a guarda de honra da urna funerária dos restos mortais do general farroupilha Davi Canabarro.

            Este Departamento criou, durante a primeira Ronda Crioula, uma série de solenidades culturais e cívicas que deram origem aos símbolos da Chama Crioula e do Candeeiro Crioulo, e inspirou a criação da Semana Farroupilha. 

            Participou ativamente do grupo, onde estavam presentes Barbosa Lessa e Glaucus Saraiva, que fundou o “35 Centro de Tradições Gaúchas”, o primeiro CTG, compondo a primeira diretoria como Patrão de Honra.

            Estima-se que existam mais de 4.000 entidades gauchescas de diferentes constituições (CTGs, piquetes, grupos de danças, conjuntos musicais, etc)  que congregam cerca de cinco milhões de pessoas no Rio Grande do Sul, em quase a totalidade dos estados do Brasil, e em diversos paises da Europa, da América do Norte, e da Ásia.

            Seu trabalho foi reconhecido pelo povo do Rio Grande do Sul, ao ser escolhido por voto espontâneo, como um dos “Vinte Gaúchos que Marcaram o Século XX” , colocando-o entre exponenciais figuras como Getúlio Vargas, Osvaldo Aranha, João Goulart, Érico Veríssimo, Mário Quintana, Barbosa Lessa e outras personalidades.

            Nacionalmente foi distinguido, pelo, então, Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, com a Comendo da “Ordem ao Mérito Cultural”, por serviços prestados à cultura brasileira.
Do Governo do Estado do Rio Grande do Sul recebeu a “Medalha Negrinho do Pastoreio”, como reconhecimento por serviços prestados à cultura, e a “Medalha Assis Brasil”, em destaque por seu trabalho em prol da agropecuária. 

             Por sua atuação nos mais diversos segmentos, igualmente recebeu significativas homenagens e distinções, por diferentes entidades das áreas de ensino, da cultura, das artes, da literatura, das representações governamentais, da agropecuária, da economia, da religiosidade e da representação popular. Igualmente, empresta seu nome a Museu, a CTG, a praça, e a premiações em distintos municípios gaúchos. 

            Convidado pelo consagrado escultor Antônio Caringi, em 1954, Paixão Côrtes teve a honra de posar, com suas roupas campeiras e laço de 14 braças, para o artista esculpir a estátua do “O Laçador”, que inicialmente foi colocada em gesso na exposição em comemoração do IV Centenário de São Paulo. Em 1958, a obra escultural eternizada em bronze, foi erguida em praça pública à entrada de Porto Alegre, sendo deslocada, em 2007, para o “Sitio do O Laçador”.

           Recentemente, sua Sant’Ana do Livramento homenageou-o com obra estatutária de Sérgio Coirolo, colocada na entrada da cidade, saudando o visitante da fronteira. 

           Paixão Côrtes, que iniciou suas pesquisas folclóricas junto com Barbosa Lessa ainda no final da década de 40, desenvolveu um notável trabalho de “garimpagem” junto ao genuíno homem do campo por perdidos rincões do estado gaúcho. No transcorrer do tempo, necessitou custear, as expensas próprias e sem auxílio de qualquer órgão governamental, os filmes, as fitas magnéticas e os equipamentos – gravadores, filmadoras, e máquinas fotográficas, utilizados para registrar um fértil manancial da cultura popular gauchesca.

            Deste trabalho com pesquisador no nosso estado, em outros estados brasileiros, e em diversos paises da América Latina e da Europa, resultou um acervo de milhares de slides, de centenas de fitas gravadas, de horas de filmes em super 8 e em VHS, de raros registros fonográficos da “Casa A Eléctrica” pioneira produtora do selo gramofônico “Discos Gaúchos”, e de inúmeros documentos sobre os hábitos e costumes rio-grandenses. 

             Tendo como foco a divulgação deste material, colaborou com diversos artigos para jornais e revistas, apresentou teses aprovadas em Congressos Tradicionalistas e de Pesquisadores da Música Brasileira, palestrou em simpósios e encontros culturais, participou de programas de rádio e televisão, colaborou com documentários, entre outras atividades culturais. 

              Profissionalmente realizou cursos sobre tradição, folclore e danças tradicionais, ensinou professores em especializações em faculdades, realizou espetáculos de danças,  e como radialista utilizou seus programas de rádio, ao longo de quatro décadas para propagar seus estudos e para oportunizar espaço para manifestação da cultural popular do homem do campo.

              Desenvolveu nas últimas décadas, o Projeto MOGAR – Momento Gauchesco Artistico-Cultural Rio-grandense, no qual  editou, com textos e fotos do seu acervo pessoal, cerca de quatro dezenas de  livros, opúsculos, folhetins,  e folders,  num total de 350 (trezentos e cinquenta) mil publicações que estão sendo distribuídas gratuitamente para enriquecimento cultural de bibliotecas públicas, de entidades educacionais, de Centros de Tradições Gaúchas, de Grupos Artísticos, de escolas,  e de diversos grupos propagadores da cultura gauchesca.

                Assim, em 70 anos de múltiplas atividades, Paixão Côrtes, sempre foi um tropeiro cultural. Se em um momento estava em terras européias cantando e dançando a alma da sua terra, em outro estava pesquisando e resgatando as manifestações autócne do povo sulino, para, em seguida, estar transmitindo e divulgando-as pelos diversos rincões do Brasil, contribuindo, assim, definitivamente na formação da identidade do gaúcho riograndense.

              Chegando aos 90 anos de idade, decidiu recolher-se na intimidade do convívio familiar. Vai dar uma pausa na sua atuação como homem público pois os anos de tropeada lhe causaram desgastes de saúde. Já não consegue atender igualmente a todas as demandas e não quer preterir ninguém, mas precisa se fortalecer. Espera que compreendam sua decisão. 

               A sua figura pública sempre foi agente de uma ideia, que foi plantada em solo fértil,  e propagou nas novas gerações. Que estas sejam responsáveis pelos novos frutos.

             Ele segue observando, organizando e enriquecendo seu extenso acervo documental de pesquisas. O Tropeiro da Tradição agora segue “a despacito” no ritmo do seu tempo, a trançar outros tentos.

              Agradece a todos, as mais diferentes manifestações de carinho que continua recebendo.

              Porto Alegre, 02 de julho de 2017.

Carlos C Paixão Côrtes

(filho de J. C. Paixão Côrtes)

Fonte Portal GaúchaZH Imagem reprodução redes socias