Hoje é 14 de Agosto de 2022 (Domingo): Dia dos Pais

O Dia dos Pais é comemorado anualmente no segundo domingo de agosto no Brasil. Nesta data, os filhos homenageiam e agradecem aos papais toda a companhia, suporte e carinho recebido ao longo de suas vidas. Normalmente, neste dia, com presentes, mensagens, beijos e abraços, os filhos e filhas presenteiam seus pais, demonstrando todo o amor que sentem por eles. … Leia Mais


Expoflor 2022 abre chamada para participação de empresas do setor de eventos

Promovida pelo Colégio Politécnico da UFSM, a iniciativa abre cadastro para empresas fornecedoras de diversos serviços e produtos para eventos  Estão abertas as inscrições para formação de cadastro de empresas interessadas em participar do evento Exploflor 2022, projeto tem por objetivo divulgar a produção de arranjos florais realizados pelos alunos do Curso Técnico em Paisagismo … Leia Mais




TAC Carrefour: publicado edital de bolsas de graduação e pós-graduação para pessoas negras

Serão destinados R$ 68 milhões para iniciativa que contempla entidades de ensino superior interessadas em ações afirmativas      Está publicado o edital para instituições de ensino superior interessadas em receber bolsas de estudos e de permanência na graduação e pós-graduação para pessoas negras.      O edital decorre do termo de ajustamento de conduta (TAC) celebrado … Leia Mais


Pesquisadores da UFSM vão desenvolver motor automotivo movido a hidrogênio ecológico


O GPMot ganhou financiamento do programa Rota 2030, contando também com a parceria de empresas multinacionais

A crescente preocupação com o meio ambiente tem levado governos, órgãos multilaterais e multinacionais a planejar uma revolução na economia mundial, na qual os combustíveis fósseis seriam progressivamente eliminados das cadeias mundiais de consumo. Nessa perspectiva, os veículos movidos a petróleo estariam com os dias contados, enquanto que o carro elétrico é o veículo no qual os ambientalistas depositam as esperanças de um mundo com menos poluição. Porém, desde meados de 2020, a indústria automotiva voltou a apostar em pesquisas com um outro combustível ecologicamente correto. Trata-se do elemento químico mais abundante no universo: o hidrogênio. Na UFSM, um projeto realizado com recursos do Programa Rota 2030 está pesquisando como tirar maior vantagem dessa tecnologia e, principalmente, como resolver os problemas que um motor de combustão interna apresenta quando movido a hidrogênio.

Esse projeto intitula-se “Desenvolvimento de motor automotivo movido a biohidrogênio para o mercado brasileiro”. É realizado pelo Grupo de Pesquisa em Motores, Combustíveis e Emissões (GPMot) da UFSM, contando com a coordenação da professora Nina Paula Gonçalves Salau, do Departamento de Engenharia Química, e com o professor Thompson Diórdinis Metzka Lanzanova, do Departamento de Engenharia Mecânica, como coordenador associado. O projeto ganhou financiamento de aproximadamente R$ 1 milhão do Programa Rota 2030, após ser aprovado em chamada pública lançada pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) – fundação de apoio vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais. Para a administração dos recursos, o projeto tem também parceria com a Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs).

Sucessor do Inovar-Auto, encerrado em 2017, o Programa Rota 2030 – Mobilidade e Logística é uma iniciativa do Governo Federal que tem como objetivo “apoiar o desenvolvimento tecnológico, a competitividade, a inovação, a segurança veicular, a proteção ao meio ambiente, a eficiência energética e a qualidade de automóveis, de caminhões, de ônibus, de chassis com motor e de autopeças”, de acordo com o artigo 7º da Lei 13.755/2018, que instituiu o programa. Entre outras vantagens, o programa concede benefício tributário a empresas do setor automotivo (montadoras, importadores de veículos e fabricantes de autopeças) que realizarem investimento em pesquisa e desenvolvimento no país.

Dessa forma, o programa proporciona que universidades e outros institutos de pesquisa nacionais concorram a financiamento para realizar pesquisas em conjunto com gigantes mundiais do setor automotivo. No projeto em questão, a pesquisa na UFSM conta com o apoio da Marelli (fabricante de autopeças que resultou da fusão da empresa italiana Magneti Marelli com a japonesa Calsonic Kansei) e da TCA/Horiba (subsidiária de sistemas de testes automotivos da Horiba, fabricante japonesa de instrumentos de precisão para medição e análise).

Biohidrogênio – Apesar de o hidrogênio ser um elemento tão abundante, é necessário que a sua forma molecular (H2) – ou seja, quando não participa de outros compostos químicos – seja obtida por meios sintéticos quando a sua finalidade é o uso industrial ou laboratorial. As dificuldades de produção, armazenamento e distribuição do hidrogênio estão, aliás, entre os maiores obstáculos para a viabilidade de um sistema de transporte de larga escala movido a hidrogênio. Atualmente, estima-se que cerca de três quartos do hidrogênio sintético produzido no mundo todo seja oriundo das indústrias de amônia e metanol e de refinarias de petróleo, a partir de um processo conhecido como reforma a vapor. Nesse processo, o hidrogênio é obtido por meio da reação do metano (contido no gás natural) com a água em alta pressão e temperatura.

Esse hidrogênio produzido através da queima de combustíveis fósseis, com a liberação simultânea de grandes quantidades de monóxido (CO) e dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, foi apelidado de “hidrogênio cinza”. Do ponto de vista ambiental, existem ainda diversas classificações do hidrogênio sintético, das quais o hidrogênio “azul” e o “verde” são as mais representativas. O primeiro também é obtido pela queima de combustíveis fósseis, com a diferença de que o carbono emitido no processo é capturado e armazenado. O segundo é o hidrogênio produzido em cadeias de abastecimento de baixo carbono, a partir de energias renováveis (como energia eólica, solar e biomassa), em processos como a eletrólise da água e a separação termoquímica. O “hidrogênio verde” também é conhecido como “biohidrogênio”.

Motor a hidrogênio – Um veículo movido a hidrogênio não é uma ideia nem um pouco nova. Ela remonta, no mínimo, ao ano de 1807, quando o inventor franco-suíço François Isaac de Rivaz patenteou a criação de um motor de combustão interna a hidrogênio. No ano seguinte, ele adaptou esse motor a um primitivo antecessor do automóvel.

Atualmente, existem basicamente dois tipos de carros movidos a hidrogênio: o já mencionado veículo com motor de combustão interna a hidrogênio – hydrogen internal combustion engine vehicle (Hicev) – e o veículo elétrico a célula de hidrogênio – fuel cell electric vehicle (Fcev). Este é um tipo de carro elétrico cuja bateria, em vez de ser recarregada na tomada (como ocorre nos carros elétricos convencionais), é abastecida pela eletricidade produzida através de uma reação química entre o hidrogênio comprimido e o oxigênio captado diretamente do ar em torno.

Nos dois tipos de carro, o que sai do cano de descarga é vapor d’água. Porém, veículos Hicev, além da água, podem também emitir óxidos de nitrogênio (NOx) nocivos à saúde e ao meio ambiente, e que devem ser captados pelo sistema de tratamento de gases de exaustão (do qual o catalisador faz parte). Isso ocorre porque a queima de hidrogênio pode gerar temperaturas bastante elevadas na câmara de combustão, o que potencializa a geração de níveis consideráveis desses óxidos (por meio da reação do nitrogênio e oxigênio presentes no ar).

Do ponto de vista mercadológico, entretanto, ambas as tecnologias de veículos a hidrogênio (Hicev e Fcev) ainda engatinham em termos de vendas nos países do primeiro mundo. A falta de uma ampla cadeia de suprimento de hidrogênio acaba desencorajando eventuais compradores. E esses veículos ainda têm muito a evoluir quanto a diversos aspectos que envolvem a compra de um automóvel, como preço, manutenção, eficiência energética e segurança, entre outros.

Pesquisa – Como o projeto da UFSM tem em vista o mercado brasileiro, decidiu-se que a pesquisa teria como foco o motor de combustão interna a hidrogênio. Além disso, a matéria-prima para a pesquisa é de mais fácil aquisição, visto que com o hidrogênio é possível (dependendo de adaptações) ligar e manter em funcionamento um motor originalmente movido a gasolina, diesel ou álcool. Isso acontece porque, independentemente do combustível, o princípio de um motor de combustão é o mesmo. No caso, o hidrogênio queima dentro de um cilindro, e a consequente liberação de energia movimenta o pistão.

De acordo com o professor Thompson Lanzanova, outro inconveniente do veículo elétrico do tipo Fcev é que ele precisa de um hidrogênio com alto grau de pureza, que pode chegar a até 99,999%. Diversamente, um motor de combustão interna não exige um hidrogênio puro para funcionar. Visando inclusive a diminuir as emissões de NOx, o GPMot vai testar no Laboratório de Motores (Labmot) da UFSM o quanto a queima “pobre” de hidrogênio (ou seja, de combustível H2 misturado a uma grande quantidade de ar) na câmara de combustão pode diminuir a temperatura de queima do combustível, mas sem afetar de forma considerável a sua potência, buscando-se ainda aumento de eficiência. Outra forma pesquisada de baixar a temperatura de combustão – e, por conseguinte, de reduzir as emissões de NOx – é a injeção da água resultante da própria queima do hidrogênio.

O GPMot vai também investigar soluções para outros problemas recorrentes em motores de combustão interna a hidrogênio (devido à alta reatividade desse combustível), como o knock e o backfire. O primeiro consiste em uma detonação que ocorre quando a combustão no interior do cilindro resulta da ignição espontânea da mistura ar/combustível, e não da chama formada pela vela de ignição; a explosão provocada pela autoignição resulta em uma onda de choque que aumenta consideravelmente a pressão no interior do cilindro, podendo causar a quebra do motor. Quanto ao backfire, trata-se de uma combustão que migra de um ponto quente do cilindro para o sistema de admissão do motor, podendo ocasionar a explosão do coletor de admissão e outras quebras de componentes.

Testes desse tipo, entre outros, serão realizados no Labmot em um motor monocilíndrico modelo Ricardo Proteus doado pela Brunel University (da Inglaterra), o qual tem como finalidade específica a realização de testes e pesquisas em laboratório. Posteriormente, os modelos de calibragem obtidos nos ensaios feitos com o motor monocilíndrico serão aplicados às configurações de um motor multicilíndrico veicular. Por sua vez, as empresas parceiras, Marelli e TCA/Horiba, serão responsáveis pelo fornecimento de peças, equipamentos e assistência técnica durante os três anos previstos para duração do projeto. Para armazenar o hidrogênio necessário para o projeto, também está prevista a construção de uma câmara de gases do lado de fora do Labmot.

Afora a melhoria das instalações e equipamentos do laboratório, o projeto trará, por fim, a qualificação dos alunos e professores envolvidos com a pesquisa. Está prevista inclusive a elaboração, com fomento do Programa Rota 2030, de três dissertações de mestrado por alunos envolvidos no projeto (dois da Pós-Graduação em Engenharia Mecânica e um da Pós-Graduação em Engenharia Química), além da concessão de bolsas de iniciação científica para alunos de graduação.

Texto e fotos: Lucas Casali (Agência de Notícias UFSM)


Expectativa de vida chega a 77,45 anos no Rio Grande do Sul


Estudo do Departamento de Economia e Estatística do Estado para o período 2010-20 já retrata impacto da covid-19

A expectativa de vida ao nascer no Rio Grande do Sul chegou aos 77,45 anos em 2020, um aumento de 0,19 ano na comparação com os dados finais de 2019, quando atingiu 77,26 anos. Apesar da alta, os números de 2020 já mostram o impacto da covid-19 entre as principais causas de mortes, com um total de 9.241 óbitos registrados pela doença, o que representou 10% do número total de mortes no ano (92.791). Sem considerar a pandemia, a expectativa de vida da população gaúcha ao nascer chegaria a 78,48 anos em 2020.

Expectativa vida 25 7

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26/7) e integram o estudo “Indicadores de mortalidade para o Rio Grande do Sul e seus Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) — 2010-20”, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG), o qual mostra a manutenção da diferença de mais de sete anos na expectativa de vida de homens e mulheres no Estado. Enquanto para a população feminina a expectativa chega a 80,99 anos, para a masculina é de 73,87 anos.

Entre as principais causas de mortes no RS em 2020, as doenças do aparelho circulatório (22,7%) continuaram em primeiro lugar, seguidas das neoplasias (câncer), com 20,7%. As doenças infecciosas e parasitárias, categoria na qual se inclui a covid-19, saltaram do nono lugar em 2019 para o terceiro lugar no ranking de 2020 (13,5%) com as doenças do aparelho respiratório (8,6%) na quarta posição. A população masculina registra maior número de mortes em relação às mulheres entre as quatro principais causas, mas a maior diferença entre os sexos é encontrada nas mortes por causas externas, quinta no ranking geral no Estado, em que os homens morrem 3,72 vezes mais do que as mulheres.

Em relação a 2010, primeiro ano avaliado no estudo, a expectativa da população do RS subiu 1,86 ano, passando dos 75,59 anos para os atuais 77,45. A diferença entre os sexos manteve diferença acima dos sete anos ao longo de todo o período, passando de 7,49 anos em 2010 para os 7,12 de 2020.

Quanto aos números da população gaúcha, em 2020 o Rio Grande do Sul contava com 11.422.973 habitantes, um aumento de 508.178 pessoas na comparação com 2010. Em uma década, o percentual de pessoas com 60 anos ou mais no Estado aumentou de 13,6% em 2010 para 18,8% em 2020. Na outra ponta da faixa populacional, o percentual de pessoas entre 0 e 14 anos no RS caiu de 21,4% para 18,2%, uma redução de 257.561 pessoas. Na faixa de 15 a 59 anos, o percentual passou de 65,1% para 63,1%.

As informações do material, elaborado pela pesquisadora Marilene Dias Bandeira, foram obtidas a partir de dados do DEE, do Departamento de Informática do SUS (DataSUS) – vinculado ao Ministério da Saúde, e da Secretaria de Saúde do RS.

Coredes

O estudo do DEE/SPGG traz ainda os dados da expectativa de vida média ao nascer entre as 28 regiões dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Coredes). No período entre 2018 e 2020, uma pessoa da região do Corede Nordeste tinha expectativa de viver 80,55 anos, a maior do Estado. Na outra ponta do ranking, no Corede Campanha a expectativa é de 75,56 anos. A diferença entre as regiões ficou em 4,99 anos, pouco menor que o estudo anterior, do período 2017-2019, quando a diferença era de 5,53 anos.

Expectativa vida coredes

No topo do ranking da expectativa de vida no Estado, seguem o Corede Nordeste o Corede Norte (80,28 anos), Corede Vale do Jaguari (80,13 anos) e Corede Rio da Várzea (79,71 anos). Na parte inferior da lista, os coredes Sul (75,85 anos), Vale do Rio dos Sinos (76,02 anos) e Paranhana-Encosta da Serra (76,12 anos) fecham o relatório.

Saiba mais

Os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) foram criados oficialmente pela Lei 10.283 de 17 de outubro de 1994 e são um fórum de discussão para a promoção de políticas e ações que visam o desenvolvimento regional. Atualmente, o Estado conta com 28 Coredes, que são espaços para promoção do debate e elaboração de diagnósticos sobre a realidade local e formulação e implementação de políticas de desenvolvimento integrado das regiões.

• Veja a lista de municípios por Coredes

• Clique aqui e confira o estudo completo

• Clique aqui e confira a apresentação

Fonte: Texto: Vagner Benites/Ascom SPGG


Parceria entre UFSM e Salton qualifica produtividade de vinhos na campanha gaúcha


A colaboração técnico-científica entre professores do Departamento de Solos e do Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)  com a Salton iniciou em 2010.  Maurício Copat, Técnico em Viticultura na Salton, conta que, em 2010, quando começou a implantação do vinhedo em Santana do Livramento, a Salton queria entender o funcionamento do solo e quais necessidades e dificuldades com relação ao solo seriam encontradas na região. A área foi cedida para trabalhos experimentais coordenados por Gustavo Brunetto – professor do Departamento de Solos no  Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo (PPGCS) da UFSM – que desejava áreas experimentais para a realização de pesquisas.

Segundo Gustavo Brunetto, a região em que seriam instalados os vinhedos tem condições edafoclimáticas diferentes de outras tradicionais regiões de produção de uva no Rio Grande do Sul, como a Serra Gaúcha. Por isso, surgiu a necessidade da geração de conhecimentos específicos para produção na região da Campanha, relacionados à instalação e às condições dos vinhedos. A importância está em saber quais nutrientes existem no solo para definir a necessidade de aplicação deles, a exemplo do Nitrogênio (N), do Fósforo (P) e  do Potássio (K). 

O professor ressalta  que doses excessivas de nutrientes devem ser evitadas, uma vez que podem prejudicar a produção da uva e a sua qualidade, mas também pode potencializar a contaminação do solo e das águas. Nutrientes devem ser aplicados apenas em períodos em que a videira mais necessita. De acordo com o estudo Nutrição, Calagem e Adubação da videira, os desequilíbrios nutricionais tornam-se mais evidentes nas folhas das uvas, o que gera alterações fisiológicas na fruta.

O processo de produção do vinho

De acordo com o professor Brunetto, a adequada produção de uva é consequência da correta definição da necessidade ou não da aplicação de nutrientes ao solo, de doses apropriadas de nutrientes e de modos de fornecimento e épocas de aplicação.  O pesquisador explica que, quando necessário, a desfolha (retirada de parte das folhas das plantas) e a poda de inverno – dupla poda ou poda invertida, técnica que permite que os produtores colham a uva no período mais seco -, devem ser realizadas  com o objetivo de melhorar a qualidade do cacho e do vinho. Outras práticas de manejo, como aplicações de fungicidas foliares – defensivos agrícolas que impedem o crescimento de fungos nas plantas, podem ser necessárias.

Mauricio Copat, engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em Viticultura e Enologia (UFRGS), informa que o processo de produção do vinho é longo: do plantio ao produto, são três anos. Depois da confecção, o resultado é enviado para a sede da indústria, na cidade gaúcha de Bento Gonçalves, para o processo de engarrafamento.

Processo de melhoramento das videiras

Gustavo Brunetto explica que o projeto busca a definição dos teores mais adequados de nutrientes em solos de vinhedos, bem como os melhores teores de nutrientes em folhas. Esse fator ajuda na definição da real necessidade de aplicação de fertilizantes. No entanto,  as doses mais adequadas estão sendo estabelecidas para máximas produções.

O professor alega que, mediante pesquisas realizadas, o real impacto das variáveis climáticas sobre a produção da uva está em processo de definição. Se tem observado que a produção e a composição da uva oscila em função de variáveis, especialmente da temperatura do ar e da precipitação de chuva.  Além desse fator, Gustavo comenta que, por meio dos estudos, são feitas definições dos modelos de predição de produção da uva, dos vinhos e de composição do mosto – mistura açucarada destinada à fermentação alcoólica. Essas informações ajudam na definição de doses de nutrientes a serem aplicadas em vinhedos, mas também na organização da logística de vinificação e de comercialização de vinhos. Tudo isso torna relevante o manejo de forma correta, e, consequentemente, uma adubação certa, para atingir tanto uma melhor qualidade quanto uma melhor produtividade.

Mauricio Copat conta que, como a viticultura na fronteira é recente, ainda não há muitos trabalhos científicos sobre essa região –diferentemente da Serra Gaúcha. Contudo, Gustavo Brunetto relata que as informações obtidas por meio das pesquisas  são apresentadas não só para os técnicos da Salton, mas a todos os interessados pelo tema, como a apresentação dos resultados em palestras e reuniões técnicas na região da Campanha. Para Maurício Copat, o maior benefício desta parceria é ter resultados positivos na produção e na qualidade e conseguir repassar esse conhecimento para a região. Além disso, informa que dados já foram e continuam sendo publicados em livros, capítulos de livros, resumos e artigos científicos.

Um exemplo é a cartilha ‘Amostragem e recomendação de adubação para vinhedos da Campanha Gaúcha’, que traz informações sobre o procedimento de amostragem de solo e de folhas. Na cartilha, também é possível obter informações necessárias para interpretar os nutrientes em solos e folhas, além das doses de nutrientes a serem aplicadas em vinhedos da região da Campanha Gaúcha. Gustavo Brunetto ressalta que, atualmente, a UFSM é reconhecida nacional e internacionalmente na geração de conhecimentos relacionados à nutrição de frutíferas, o que inclui videiras, adubação de frutíferas e contaminação de solos. De acordo com o docente, isso só foi possível com a intensa colaboração de professores, pesquisadores e alunos de outras instituições do Brasil e do exterior. As pesquisas foram realizadas com recursos de agências de fomento públicas, nacionais ou estaduais, e com a colaboração financeira do setor privado, que viu na pesquisa a oportunidade de aumentar a lucratividade.

 

Fonte: Reportagem: Karoline Rosa, acadêmica de Jornalismo e voluntária;

Design gráfico: Luiz Figueiró, acadêmico de Desenho Industrial e bolsista;

Mídia social: Eloíze Moraes, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Rebeca Kroll, acadêmica de Jornalismo e bolsista; Ana Carolina Cipriani, acadêmica de Produção Editorial e bolsista; Alice dos Santos, acadêmica de Jornalismo e voluntária; e Gustavo Salin Nuh, acadêmico de Jornalismo e voluntário;

Edição de Produção: Samara Wobeto, acadêmica de Jornalismo e bolsista;

Edição geral: Luciane Treulieb e Maurício Dias, jornalistas.

UFSM


Rio Grande do Sul será primeiro estado a emitir nova identidade


Foto Divulgação TSE (Agência Brasil)

As primeiras carteiras de Identidade Nacional (CIN) serão emitidas no Rio Grande do Sul, a partir da próxima terça-feira (26). Nos dias seguintes, será a vez dos órgãos de identificação civil no Acre, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e Paraná iniciarem a emissão do novo documento. Segundo a Receita Federal, nos demais estados ainda não há previsão para início da emissão.

De acordo com o Decreto nº 10.977/2022, a nova carteira de identidade adotará o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como registro geral, único e válido para todo o país. Haverá validações biográficas e biométricas antes da emissão do documento.

Nesse primeiro momento, somente serão emitidas as novas identidades para cidadãos que estiverem com as informações no CPF de acordo com suas certidões atualizadas. Cidadãos que não possuírem ou estiverem com as informações incorretas no CPF poderão recorrer aos canais de atendimento à distância da Receita Federal para resolver a situação.

De acordo com a Receita, no futuro, os próprios órgãos de identificação civil farão novas inscrições e atualizações no CPF.

Como corrigir informações no CPF

A atualização de informações no CPF pode ser realizada de forma gratuita pela internet, no site da Receita Federal.

Em algumas situações, o procedimento gera um protocolo de atendimento. Nestes casos, o cidadão pode enviar seus documentos para a Receita Federal por e-mail.

Neste período, é necessário enviar os seguintes documentos para atualizar o CPF por e-mail: documento de identidade oficial com foto; certidão de nascimento ou certidão de casamento, se no documento de identidade não constar naturalidade, filiação ou data de nascimento; comprovante de endereço; foto de rosto (selfie) do cidadão (ou responsável legal, se for o caso) segurando o próprio documento de identidade;

Se o cidadão tiver 16 ou 17 anos, poderá ser solicitado o documento de identidade oficial com foto do solicitante (um dos pais). Para menores de 16 anos, tutelados ou sujeitos à guarda, será preciso: documento de identidade oficial com foto do solicitante (um dos pais, tutor, ou responsável pela guarda); além de documento que comprove a tutela ou responsabilidade pela guarda, conforme o caso, do incapaz.

Para cidadão com deficiência e mais de 18 anos (solicitado por parente até 3º grau) será necessário apresentar: laudo médico atestando a deficiência; documento de identificação oficial com foto do solicitante (cônjuge, convivente, ascendente, descendente ou parente colateral até o 3º grau); e documento que comprove o parentesco.

 

Fonte:  Por Agência Brasil – Brasília


Campeonato de sustentabilidade de arroz da Equipe FieldCrops divulga resultados neste sábado (23


Produtores agrícolas do Brasil, da Argentina e do Uruguai participaram do Rice Money Maker – Safra 2021/2022

Visando aperfeiçoar a produção agrícola da América Latina e salientar seu relevante papel no cultivo do arroz, a Equipe FieldCrops da UFSM promoveu o campeonato de sustentabilidade Rice Money Maker – Safra 2021/2022, em parceria com a Universidad Nacional de Entre Ríos, da Argentina. Neste sábado (23), em Cachoeira do Sul, a partir das 8h30, ocorre a entrega dos resultados (ver programação abaixo).

De acordo com o professor do Departamento de Fitotecnia do Centro de Ciências Rurais (CCR) Alencar Junior Zanon, “o projeto Rice Money Maker tem como foco determinar indicadores do ponto de vista econômico, social e ambiental para a produção sustentável de arroz na América Latina”. Com o objetivo de intensificar a cultura da semente de forma eficiente, diferentes critérios foram analisados para cada aspecto: no econômico, a lucratividade e produtividade em função do potencial produtivo; no âmbito social, nível de educação, representatividade e sucessão familiar; e ambientalmente, foi averiguada a emissão de CO2 e a eficiência nos usos de nitrogênio e de energia.

O campeonato contou com a participação de produtores do Brasil, da Argentina e do Uruguai, permitindo, assim, que técnicos e agricultores tivessem a oportunidade de dividir os conhecimentos e compartilhar as experiências que adquiriram em seus países. Segundo Zanon, 14 lavouras de produtores desses países foram analisadas na última safra – produção agrícola durante o período de um ano.

As informações e conclusões geradas no campeonato estarão no e-book “O segredo da sustentabilidade na lavoura de arroz irrigado na América Latina”, que será disponibilizado gratuitamente.

Programação do Rice Money Maker:

8h30 – Abertura: boas-vindas aos produtores do campeonato Rice Money Maker – Safra de 2021/2022;

8h45 – O segredo da sustentabilidade das lavouras de arroz na Argentina, Brasil e Uruguai;

9h15 – Lavoura sustentável e lucrativa na Argentina;

9h45 – Lavoura sustentável e lucrativa no Brasil;

10h15 – Lavoura sustentável e lucrativa no Uruguai;

10h45 – Apresentação dos resultados das lavouras analisadas;

11h15 – Visita à lavoura que colheu mais de 14 toneladas por hectare;

12h – Almoço de confraternização.

Coordenada pelos professores Nereu Augusto Streck e Alencar Junior Zanon, a FieldCrops é uma equipe multidisciplinar e multiinstitucional que desenvolve trabalhos de pesquisa, ensino e extensão dentro da lavoura do produtor, atendendo demandas locais, porém focando e impactando na sustentabilidade global. Da mesma forma, a organização busca a intensificação sustentável de sistemas de produção com soja, arroz, milho, trigo, mandioca e plantas de cobertura.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa
Unidade de Comunicação Integrada
Universidade Federal de Santa Maria