Placa para veículos com padrão Mercosul é lançada

O Rio de Janeiro recebeu na ultima terça-feira, (11) a nova placa veicular padrão Mercosul. O Departamento de Trânsito (Detran-RJ) foi o primeiro do país a implementar o modelo, que vem equipado com QR Code para aumentar a segurança do usuário e diminuir as chances de clonagem. O ministro das Cidades, Alexandre Boldy, acredita que … Leia Mais




População brasileira passa de 208,4 milhões de pessoas, mostra IBGE

A população brasileira é de 208.494.900 habitantes, espalhados pelos 5.570 municípios do país, de acordo com dados divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa é referente a 1º de julho e mostra crescimento populacional de 0,82% de 2017 para 2018. No ano passado, o Brasil tinha 207.660.929 habitantes. Segundo as … Leia Mais


Vendas da agricultura familiar crescem 66% no primeiro fim de semana da Expointer


No primeiro fim de semana da Expointer, as vendas da agricultura familiar cresceram 66% em relação ao mesmo período do ano passado. Conforme levantamento da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), entre sábado (25) e domingo (26) foram comercializados R$ 789,9 mil, contra R$ 474,2 mil do ano passado, resultando em aumento de 66%.

Na comparação entre este domingo e o domingo de 2017, o crescimento foi de 95%. Foram R$ 496,7 mil comercializados este ano, contra R$ 254,5 mil no domingo do ano passado. No ano passado, o volume total de vendas foi de R$ 2,8 milhões, cifra 40% superior ao negociado em 2016.

Os bons resultados, de acordo com o secretário da SDR, Tarcisio Minetto, são reflexo da duplicação da ampliação do pavilhão, com maior oferta de produtos, espaço mais adequado para os agricultores familiares e comodidade para os visitantes. “Todo mundo tem atração pelos saberes e sabores das etnias que colonizaram o Rio Grande do Sul, todo mundo tem atração por estes produtos, por isso o sucesso da agricultura familiar”, avaliou Minetto.

O pavilhão tem hoje 280 estandes para exposição e comercialização de produtos de 285 expositores, entre agroindústrias, artesanato, plantas e flores. O número de estandes aumentou 41% em relação ao ano passado, com a inauguração do novo pavilhão, que aumentou a área para cerca de sete mil metros quadrados. No ano passado, foram oferecidos 198 espaços.

Além de corredores mais amplos para circulação do público, a feira hoje tem capacidade para servir refeições a 400 pessoas simultaneamente, pois a área da praça de alimentação foi dobrada.

A Feira da Agricultura Familiar na Expointer é viabilizada com a parceria da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), ligada à Casa Civil da Presidência da República, e administrada pela SDR em conjunto com a Sead, Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), Emater, Fetag/RS, Fetraf/RS e Via Campesina.

Texto: Maria Alice Lussani/SDR Foto: Karine Viana/Palácio Piratini


Nova etapa de interiorização vai transferir 646 venezuelanos para o RS


Rio Grande do Sul será o próximo estado a receber os imigrantes venezuelanos que estão instalados em abrigos de Roraima. Entre 6 e 18 de setembro, 646 pessoas serão transferidas do norte ao sul do País pela Força Aérea Brasileira (FAB). 

O governo federal vai repassar recursos para as prefeituras que vão receber os imigrantes. A cidade de Esteio vai receber R$ 530 mil e Canoas vai receber R$ 1 milhão para a operação. Já o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) vai contribuir com os aluguéis dos venezuelanos.

Desde abril, 820 pessoas já foram transferidas de Roraima para Amazonas, Paraíba, Pernambuco, Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal. Como parte do processo de interiorização, os imigrantes recebem vacinas contra  sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, difteria, tétano e coqueluche. Nas cidades de destino, eles também são encaminhados a oportunidades de trabalho.

As viagens serão custeadas com os R$ 190 milhões liberados ao Ministério da Defesa por meio da Medida Provisória 823/2018, aprovada em abril, para fornecer assistência emergencial e acolhimento humanitário dos imigrantes.

Fonte: Governo Federal, com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Casa Civil


Sem passaporte, venezuelanos enfrentam caminhadas para obter refúgio


Venezuelanos correm contra o tempo, muitas vezes a pé, para chegar ao Peru antes de amanhã (25), quando o país passará a exigir passaporte dos imigrantes – e não apenas carteira de identidade. A medida representa mais um obstáculo para aqueles que buscam escapar da intensa crise pela qual a Venezuela passa.

“Conseguir um passaporte hoje, na Venezuela, é impossível para a maioria”, contou à Agência Brasil o administrador de empresas Edgar Romero, de 41 anos. Há um ano, ele decidiu se mudar com a mulher e os dois filhos para Buenos Aires, pois os passaportes dos quatro estavam prestes a vencer e tinha medo de não conseguir outros.
 

Grupo de imigrantes venezuelanos percorre a pé o trecho de 215 km entre as cidades de Pacaraima e Boa Vista.
Imigrantes venezuelanos (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

“Falta matéria-prima para fabricar documentos. Demoram uma eternidade para marcar entrevista e ainda cobram propina em dólares, o que representa uma fortuna que poucos têm”, acrescentou Romero que atualmente é motorista de táxi na capital argentina. “No mercado negro você consegue um [passaporte] por US$ 2 mil, mas nossa moeda não vale, depois de tanta desvalorização”.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 1,6 milhão de pessoas deixaram a Venezuela desde 2015.

Êxodo

Os países limítrofes à Venezuela adotam medidas para tentar lidar com o êxodo de venezuelanos que cruzam as fronteiras. O Equador foi o primeiro a exigir passaporte. Depois veio o Peru.

Nos últimos dias, o intenso fluxo de imigrantes virou tema principal da imprensa americana. Imagens mostraram venezuelanos que passam pelo território equatoriano ilegalmente, arrastando malas pelas estradas, para apresentar a carteira de identidade na fronteira peruana, antes de o prazo vencer.

Argentina

Nem os países mais distantes da Venezuela, como Argentina e Uruguai, escaparam. Neles, a presença venezuelana é cada vez maior, pois não exigem passaporte porque a Venezuela faz parte do Mercado Comum do Sul (Mercosul) – apesar de suspensa do bloco regional, integrado também pelo Brasil e o Paraguai.

“Até recentemente os venezuelanos que vinham a Buenos Aires eram profissionais formados, pessoas com condições econômicas para pagar uma passagem de avião”, disse à Agência Brasil o presidente da Associação de Venezuelanos na República Argentina, Mario Vicenzo Pensa. “Mas com o agravamento da crise, vem quem pode. Alguns cruzam a fronteira com o Brasil a pé, depois continuam de ônibus ate chegar aqui, onde e mais fácil conseguir emprego porque falam espanhol”, acrescentou.

Segundo dados do governo argentino, em cinco anos o número de imigrantes venezuelanos aumentou 1000%. Em 2016, eles representavam a 5ª maior comunidade de imigrantes em pedidos de residência na Argentina, depois dos paraguaios, bolivianos, peruanos e colombianos. Atualmente são a primeira.

Uruguai

A mesmo situação se repete no Uruguai, apesar de a economia ser menor e o custo de vida mais caro. Em 2017, o Uruguai emitiu 3.248 vistos de residências permanentes a cidadãos da Venezuela, país que liderou a lista de pedidos, seguido da Argentina (2.184 solicitações) e do Brasil (1.832).

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Uruguai, em 2014 apenas 78 venezuelanos obtiveram a residência permanente no país. Em 2015, foram 1.100. Em 2016, o número ultrapassou os 1.300, tendo mais do que dobrado no ano passado.

Tanto na Argentina quanto no Uruguai são freqüentes os relatos de imigrantes que abandonaram a família, o emprego e os amigos para refazer a vida longe, porque não acreditam que haja futuro na Venezuela. 

Preservação

Maria* (nome fictício), de 52 anos, é funcionária pública aposentada do governo venezuelano. Há três meses e meio, ela se mudou para Montevidéu. À Agência Brasil, ela contou que os três filhos são adultos e vivem na capital uruguaia há três anos. Com saudade deles e cansada de não ter acesso aos medicamentos de que precisa para o coração e para a tireóide, Maria migrou para o Uruguai.

Mesmo com uma aposentadoria considerada razoável para os padrões da Venezuela, a funcionária pública disse que não conseguia comprar alimentos básicos e remédios, devido ao alto preço e ao desabastecimento dos produtos.

“Minha filha tinha que comprar os remédios aqui no Uruguai e enviar para mim. Agora consigo comprar meus medicamentos e me sinto comovida com a recepção que tive”, disse Maria, que elogiou a facilidade para adquirir o visto de residência. No Uruguai, para pedir residência, basta que os venezuelanos apresentem carteira de identidade e certidão de antecedentes criminais.

Segundo a aposentada, na Venezuela a água era cortada uma vez por semana, além de passar vários dias seguidos sem luz. Ela não quis revelar o nome verdadeiro, pois tem medo de que sua família possa sofrer represálias. Em Montevidéu, trabalha como cuidadora de uma senhora idosa, mas disse que não perde as esperanças de conseguir validar seus estudos para poder trabalhar na sua área de formação – relações públicas.

Temores

Agência Brasil conversou também com Pedro* (nome fictício), que chegou há uma semana a Montevidéu e aguarda a tramitação dos documentos no Consulado da Venezuela. “Como ainda tenho pedido de documentos no consulado, tenho medo de que me bloqueiem e eu não consiga me legalizar aqui”, disse.

Professor de educação física, Pedro, 28 anos, tem um filho de 3 na Ciudad Bolívar, de onde veio. Ele contou que pretende se estabelecer em Montevidéu e juntar dinheiro para buscar o filho.

Segundo o venezuelano, a situação no seu país é mais difícil para quem tem filhos pequenos. “Um pacote de fraldas para 15 dias pode custar cerca de US$ 20. É praticamente impossível comprar leite em pó e comida, só consegue quem tem muito dinheiro. A opção é esperar o governo fornecer. Mas nunca se sabe o que virá nem quantos dias pode demorar”, desabafou.

Uma exceção entre tantos imigrantes, Pedro viajou de avião. Antes, seguiu  a pé da Venezuela até o Brasil, onde conseguiu chegar a Boa Vista, de onde partiu de  avião para Manaus e de lá, em um voo internacional com mais duas escalas, desembarcou em Montevidéu. “É muito caro para nós. Somente de passagens foram US$ 430, sem contar os gastos de comida e traslado terrestre”.

Desvalorização da moeda

A última desvalorização da moeda venezuelana registrou perda de 96%. Na segunda-feira ( 20), entrou em vigor a nova moeda venezuelana, o bolívar soberano, que tem cinco zeros a menos.

A referência na Venezuela é o petro – uma criptomoeda criada pelo governo do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, baseada nas reservas petrolíferas do país, que estão entre as maiores do mundo. Cada petro vale US$ 60, o mesmo valor que um barril de petróleo.

Maduro também anunciou que, a partir de setembro, o salário mínimo será 35 vezes maior que o atual, valerá meio petro, o equivalente a US$ 30. O pacote econômico inclui o aumento de impostos e um acordo para fixar preços de determinados produtos.

O esforço é para acabar com o desabastecimento e a hiperinflação que, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), deve chegar a um milhão por cento até o fim de 2018.

Reportagem por Monica Yanakiew e Marieta Cazarré – Repórteres da Agência Brasil 


Brasil define medidas para solucionar entrada de venezuelanos em Roraima


Para solucionar os conflitos entre brasileiros e imigrantes venezuelanos em Pacaraima, Roraima, ministros e técnicos do governo federal reuniram-se, neste domingo (19), com o presidente da República, Michel Temer, no Palácio do Planalto. Entre as medidas definidas pelo grupo está o deslocamento de 36 voluntários da área da saúde para o estado, onde vão atender os imigrantes venezuelanos em parceria com hospitais universitários.

Além disso, será enviado um reforço de 120 homens da Força Nacional de Segurança: 60 viajam nesta segunda-feira (20) e outros 60 em data ainda não definida. Uma comissão interministerial também se deslocará ao estado para avaliar possíveis ações complementares.

Autoridades federais têm visitado Roraima desde o início da crise migratória. As medidas para buscar soluções aos problemas na região somam um custo de mais de R$ 200 milhões e incluem o ordenamento da fronteira, com controle e triagem dos imigrantes; a construção de instalações para abrigá-los; e a interiorização, quando eles são encaminhados para outros estados.

Medidas

Um encontro com o objetivo de concluir as negociações para o início das obras do chamado “linhão”, serviço de transmissão de energia, está programado para esta segunda-feira (20). A novidade permitirá integração de Roraima ao sistema elétrico nacional, deixando de lado a dependência em relação à energia da Venezuela. O governo também determinou a intensificação dos esforços para deslocar os venezuelanos para outros estados ou abrigá-los, entre Boa Vista e Pacaraima, para atendimento humanitário dos migrantes que aguardam o processo de interiorização.

“Todas as medidas visam assegurar a situação de segurança e o bem-estar da população de Roraima. Obviamente, dando o tratamento digno que merece qualquer imigrante ou refugiado de acordo com a lei de imigração brasileira, que determina o acolhimento deles nessa situação”, ressaltou o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Sergio Etchegoyen, em coletiva à imprensa, nesta segunda. “O fechamento da fronteira é impensável, é uma solução que não ajuda em nada a questão humanitária”, ponderou.

Resistência

Desde o agravamento da situação, no último sábado (18), quando moradores de Pacaraima atacaram barracas e abrigos dos imigrantes, o Itamaraty está em contato com as autoridades venezuelanas. Ainda neste domingo (19), cerca de trinta brasileiros que se encontravam em território venezuelano puderam retornar em segurança ao Brasil. De acordo com as autoridades locais, não há registro de feridos entre os venezuelanos. O GSI informou que a situação nesta segunda-feira (20) é tranquila, sem perspectiva de conflitos.

Fonte: Planalto Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil


Fique atento: governo federal alerta sobre golpe contra segurados do INSS


Aposentados de todo o Brasil estão na mira de criminosos que usam o telefone para tirar o dinheiro de quem, muitas vezes, já recebe pouco da Previdência Social. O alerta para esse tipo de fraude foi divulgado nesta quarta-feira (15) pela Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda. Estelionatários entram em contato com os segurados fingindo ser do Conselho Nacional de Previdência (CNP).

Em geral, os criminosos dizem ser do conselho – órgão vinculado à Secretaria de Previdência – alegando que o aposentado teria direito a valores atrasados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Quando tudo parece perfeito para o segurado, surge uma condição para se receber o dinheiro: os golpistas solicitam o depósito de determinada quantia em uma conta bancária afirmando ser uma taxa necessária para a liberação do suposto pagamento. É claro que esse valor referente a atrasados não existe.

A Secretaria de Previdência esclarece que todos os serviços e valores a receber, quando realmente existem, são colocados à disposição de forma gratuita aos segurados. Além disso, em nenhuma hipótese, integrantes de conselhos ligados à Secretaria de Previdência ligam para segurados do INSS.

Jamais fornecer os dados pessoais

A Secretaria de Previdência reforça que não solicita dados pessoais dos segurados por e-mail ou telefone, muito menos faz qualquer tipo de cobrança para prestar atendimento. A recomendação oficial aos aposentados é de que não recorram a intermediários para entrar em contato com a Previdência. E, principalmente, não depositem em hipótese alguma qualquer quantia para ter direito a benefício.

O INSS orienta os segurados a não fornecerem dados pessoais a terceiros, já que essas informações podem ser utilizadas para a prática desses crimes. As vítimas desse tipo de abordagem devem registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil e comunicar o fato à Ouvidoria do INSS. Para entrar em contato com a Ouvidoria, também é possível ligar para o telefone 135.

Fonte Jornal Diário Gaúcho Foto reprodução redes sociais (ilustrativa)