Vídeo: Clipe oficial da música-tema dos Festejos Farroupilhas 2019

A Semana Farroupilha é um evento festivo da Cultura gaúcha, que se comemora de 7 a 20 de setembro com desfiles em homenagem a líderes da Revolução Farroupilha. O evento lembra o começo da Revolução Farroupilha que ocorreu em 20 de setembro de 1835, mais longa revolução do Brasil, que durou quase dez anos e tinha como ideal liberdade, igualdade e humanidade. A semana farroupilha é uma semana que todos gaúchos vão … Leia Mais


Hoje é Sexta, 13 de setembro de 2019. Dia da “Cachaça”

Dia Nacional da Cachaça: Já nos tempos coloniais, a produção de cachaça era uma importante atividade econômica no Brasil, levando a redução do consumo da bagaceira importada de Portugal. Preocupados com o sucesso da aguardente, os portugueses, através de uma Carta Real de 13 de setembro de 1649, proibiram a fabricação e a venda da cachaça … Leia Mais


Mostra das Profissões na UFN ocorre neste sábado, 14 de setembro

A Universidade Franciscana realiza a 8º Mostra das Profissões, aonde estudantes de ensino médio, professores e demais interessados estão convidados a visitarem a universidade e conhecerem os cursos ofertados pela UFN. O objetivo da mostra é levar aos visitantes o mundo universitário, de uma forma alegre e descontraída. A ideia é proporcionar uma imersão de experiências … Leia Mais



Banda Rastro de Santiago lança CD com musicas autorais


BANDA RASTRO
Iniciou as atividades em 2010, onde se apresentou um diversas cidades da região central. Santa Maria, Santiago, são Vicente do sul, Tupanciretã, programa Radar da TVE .
Teve uma pequena pausa e está retornando aos palcos agora com força total fazendo o lançamento de seu CD .

Viemos com um propósito de resgatar o rock , relembrando muito ( reação em cadeia, rosas se Saron, Malta).

Cidade :SANTIAGO
Integrantes:
Charles Chiavenatto – vocal
Fabrício Poerschke- Baixo
Douglas Bedinoto – Guitarra
Hélio Barcelos- teclado
Rafael Dias – Bateria

Com Apenas 2 Anos de formação ficou entre as 20 do Rio Grande do Sul no concurso de banda realizado pelo Grupo OBA e pela Radio Terra FM de Venâncio Aires.Isso Foi mais um Incentivo Pra Batalhar pelo seu Primeiro Disco. 

Disco com 10 Musicas próprias e inéditas, Com o Produtor Irton JR 

OUÇA NO PLAYER ABAIXO a musica de trabalho da Banda Rastro:

Nosso dia vai Chegar

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Novo corte em bolsas da Capes impacta UFSM


A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) anunciou na última segunda-feira (2) o congelamento de 5.613 bolsas em todo o país, devido ao corte orçamentário feito pelo Ministério da Educação. Conforme o presidente da Capes, Anderson Correia, não haverá renovação nem substituição de bolsistas enquanto não houver o descontingenciamento de verbas.

Segundo a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), a instituição foi informada sobre o corte através da imprensa, pois não houve comunicado oficial à UFSM por parte do órgão de fomento. No momento, foram congeladas 71 das atuais 1.283 bolsas Capes da UFSM, sendo 52 de mestrado, 15 de doutorado e 4 de pós-doutorado, mas há a expectativa de que a redução continue. A PRPGP informa que o sistema da Capes encontra-se atualmente fechado para o cadastramento de novos bolsistas nas modalidades Programa de Demanda Social (DS), Programa de Excelência Acadêmica (PROEX) e Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD).

O reitor da UFSM, Paulo Burmann, demonstra contrariedade e preocupação com o anúncio, sobretudo em relação às bolsas dos novos programas de pós-graduação e à substituição dos bolsistas atuais. Conforme o reitor, os sucessivos cortes são um “equívoco gravíssimo”. “A paralisação do sistema de pesquisa levará, além da migração dos nossos talentos para outros países, alguns anos para retomar a produção de conhecimento, já que as universidades e seus programas de pós-graduação são responsáveis por 90% da ciência produzida no Brasil. É preciso avaliar os impactos deste desmonte no desenvolvimento do país sob a ótica da soberania nacional”, declara Burmann.

O congelamento anunciado na segunda-feira também se soma ao recente corte em bolsas de iniciação científica efetuado pelo CNPq e ao recolhimento de bolsas Capes realizado em maio deste ano, sem falar no desaquecimento registrado em anos anteriores.  Naquele momento, 13 bolsas de Mestrado, 13 bolsas de Doutorado e 1 bolsa de Pós-Doutorado foram cortadas por terem sido consideradas “ociosas” pelo órgão de fomento. No entanto, as referidas bolsas tratavam-se de cotas liberadas após as defesas finais de tese ou dissertação e que estavam em transição para outros estudantes de novos cursos de pós-graduação da instituição.

 O reitor Paulo Burmann assinala que as universidades estão buscando articulações para superar este quadro. “Este assunto tem ocupado grande parte dos intensos debates no foro da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) que está tentando reverter a situação diretamente junto ao MEC e em reuniões com parlamentares no Congresso Nacional”.

 

Fonte Texto: Aline Dalmolin e Solange Prediger. Foto: Tânia Weber (Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor UFSM )


Campanha nacional celebrará os 110 anos da Rede Federal


No dia 23 de setembro de 2019 a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica completará 110 anos. A partir desta semana, a data será comemorada com uma campanha idealizada pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) em parceria com comunicadores das instituições.

marca110anos

O objetivo da iniciativa é relembrar um pouco da história iniciada com a publicação do Decreto nº 7.566, de 23 de setembro de 1909, que criou as 19 escolas de aprendizes artífices, abordar as transformações pelas quais passaram essas unidades até os dias atuais, falar sobre o presente e o futuro de um modelo de ensino que oferta educação profissional pública, gratuita e de qualidade para centenas de milhares de estudantes em todo o Brasil.

“São 110 anos da educação profissional no Brasil que precisam ser comemorados. E a Rede Federal, neste momento, em função da sua capilaridade, é a grande responsável pela formação de milhares de cidadãos qualificados para mundo do trabalho, proporcionando o desenvolvimento de todas as regiões do País. Para mim é um prazer fazer parte de um terço dessa história”, afirmou o presidente do Conif, Jerônimo Rodrigues da Silva.

Selo comemorativo – A peça que será utilizada no decorrer da campanha foi criada pelo profissional multimídia João Augusto Tavares Rodrigues, atual assessor de Comunicação Social do Instituto Federal do Pará (IFPA). “Eu me inspirei nas cores da bandeira nacional, em formas que remetem às florestas, no efeito glitch (relativo à inovação tecnológica) e no formato da engrenagem. Sintetizo a marca em cinco palavras: projeto, velocidade, dinamismo, habilidade e inovação”, disse.

A campanha também incluirá um site comemorativo, que será lançado durante a 43ª Reunião Anual dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica (Reditec), e o uso das mídias sociais para compartilhar a trajetória da Rede Federal, resultados, tecnologias, pesquisas aplicadas e casos de sucesso incentivados pelas instituições como o da estudante Juliana Estradioto, egressa do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) e que está entre as grandes promessas da ciência mundial na atualidade.

A mais recente conquista da jovem, de 19 anos, foi ter sido uma das vencedoras, na categoria Ciências Materiais, durante a International Science and Engineering Fair (Intel Isef) em 2019 – uma das maiores feiras de ciências do mundo, realizada em Phoenix, nos Estados Unidos.

Juliana também figurou entre os finalistas do Prêmio Jovem Cientista de 2018, na categoria Ensino Médio, e foi destaque na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) de 2019. Ainda neste ano, a gaúcha vai representar o Brasil no Seminário Internacional de Ciências Juvenis de Estocolmo (SIYSS, na sigla em inglês).

Rede Federal – A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica é formada por 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia; dois centros federais de educação tecnológica (Cefets); 22 escolas técnicas vinculadas às universidades federais; e pelo Colégio Pedro II.

As instituições são referências nacional e mundial em suas áreas de atuação, com desempenho comprovado pelos resultados dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA).

Números da Rede – Atualmente a Rede Federal contabiliza quase um milhão de estudantes que frequentam um dos 11.766 cursos ofertados desde o nível básico até a pós-graduação. Para isso, a estrutura nacional conta com mais de 75 mil servidores nas 661 unidades espalhadas em 578 municípios do País.

Além do ensino verticalizado, outro diferencial é o alinhamento dos projetos de ensino, pesquisa e extensão aos arranjos produtivos locais e às demandas do mundo do trabalho, potencializando o desenvolvimento regional e gerando empregabilidade dos egressos, além de promover a inclusão.

Dados sobre a Rede Federal podem ser obtidos na Plataforma Nilo Peçanha do Ministério da Educação (MEC).

Acesse o manual de aplicação da marca

Assessoria de Comunicação do Conif


Girassol é símbolo de campanha para alertar sobre depressão


Todas as manhãs o girassol parte em busca do sol, seguindo a luminosidade insistentemente, porque precisa dela para crescer e florescer. Mesmo quando o sol está escondido entre as nuvens, a flor gira persistente, apesar da dificuldade, em direção à luz. Em alusão a esse comportamento da natureza, o girassol foi escolhido como símbolo da campanha Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu, iniciativa do movimento mundial Setembro Amarelo, que tem o objetivo de abrir o diálogo e alertar a sociedade sobre o tema. 

A campanha conduzida pela Upjohn, uma das divisões de um laboratório farmacêutico focada em doenças crônicas não transmissíveis, em parceria com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata) e participação do Centro de Valorização à Vida (CVV), trará ações digitais e de rua para combater os estigmas da depressão. O trabalho tem ainda o apoio de músicos, esportistas e influenciadores digitais que já passaram ou passam pelo problema, dividindo suas experiências.

Os usuários de redes sociais serão convidados a postar o ícone do girassol para mostrar que estão dispostos a falar sobre o assunto #depressaosemtabu. Eles também poderão conhecer o site www.depressaosemtabu.com.br, que traz informações sobre o tema e orientações sobre a identificação de comportamentos de risco em pessoas próximas.

Fora da internet, no dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, um labirinto de dois mil girassóis, com 120 metros quadrados, será montado no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo. Quem percorrer o caminho do labirinto acompanhará a jornada do paciente com depressão, desde a dificuldade do diagnóstico até os desafios ao longo do tratamento, como o preconceito ou a sensação de inadequação. A instalação estará aberta das 9h às 18h, até o dia 14. 

“Queremos levar informação às pessoas. Quem visitar o local será convidado a deixar uma mensagem de coragem e apoio aos pacientes. Ao final, essas flores serão recolhidas e doadas para uma organização não governamental, que as transformará em buquês para serem distribuídos a pessoas que estão em tratamento”, explicou a neurologista da Upjohn Elizabeth Bilevicius.

Depressão e suicídio

Segundo Elizabeth, para tratar a depressão e evitar o suicídio, o primeiro passo é ver a depressão como uma doença que precisa ser tratada. “Precisamos criar uma atmosfera de confiança para o paciente se sentir à vontade para dizer que tem a doença e legitimar o que ele sente como sintoma de algo que pode ser tratado. Essa é uma forma de encorajar a busca por ajuda adequada, criando um entorno social mais empático e melhor informado para ajudar essa pessoa”, disse. 

De acordo com as informações da Upjohn, mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e transtornos do humor. A depressão é o diagnóstico mais frequente, aparecendo em 36% das vítimas. O aumento dos casos entre os mais novos e com prevalência entre os homens faz da depressão a quarta maior causa de suicídio entre jovens no país. Outras doenças que podem ser tratadas, como o alcoolismo, a esquizofrenia e transtornos de personalidade, também afetam esses pacientes e por isso afirma-se que o suicídio pode ser evitado na maioria das vezes. 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil é o país com maior percentual de depressão na América Latina, chegando a 5,8% da população, o que corresponde a 12 milhões de brasileiros. A taxa é maior do que o valor global, que é de 4,4%. Igualmente maior do que em outros países, a taxa de suicídio entre adolescentes de 10 a 19 anos aumentou 24% de 2006 a 2015. A cada 46 minutos alguém tira a própria vida no Brasil.

O psiquiatra Teng Chei Tung,  coordenador dos Serviços de Pronto-Socorro e Interconsultas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP) e vice-coordenador da Comissão de Emergência Psiquiátrica da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), explicou que a alta incidência entre os jovens está ligada à grande expectativa externa e interna de que eles se comportem como adultos, mesmo sem ter ainda as habilidades de um adulto, e à pressão de que o adolescente seja pleno, potente, competente e reconhecido.

“Então ele faz as coisas, erra e se frustra. Nessas frustrações os jovens podem entrar na depressão. Os preconceitos são os mesmos e são agravados pela desinformação. Para o jovem existe a influência do pensamento de que a saúde mental é só uma questão social, existencial e psicológica”, afirmou. 

Teng disse que sentir tristeza é normal e que a frustração sempre traz alguma tristeza passageira, mas é preciso que as pessoas próximas fiquem atentas para perceber quando esse estado já se tornou uma depressão. Segundo ele, a tristeza é algo que gera introspecção, provoca reflexão e crescimento, mas o deprimido fica introspectivo por vários dias e semanas. 

“Um dos parâmetros é quando há sofrimento excessivo e quando começa a causar real prejuízo. Afeta as relações interpessoais, produtividade no trabalho, ou sofrimento individual, ou seja, a pessoa está sofrendo mais do que que precisaria naquela situação. Não é que não pode ter tristeza e emoção, mas isso não pode prejudicar a pessoa a ponto de afetá-la fisicamente”, destacou.

Para Teng, a melhor forma de falar sobre a depressão é deixar claro que ela é uma doença que apresenta alterações biológicas e fisiológicas, envolvendo fatores genéticos e estruturais, o que significa que a pessoa nasce com a tendência de desenvolver o quadro depressivo. O tratamento inclui, principalmente, melhorar o estilo de vida. “Quem tem depressão precisa se equilibrar e cuidar da saúde, para não ter de novo a doença”, disse o médico.

Fonte Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil Foto por Marcelo Camargo/Agência Brasil


Estrelas da Expointer, animais em exposição desfilam qualidade genética


Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini

Maior feira de agronegócio da América Latina, a Expointer, que ocorre anualmente no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, é reconhecida pela diversidade de atrações que reúnem o melhor da genética agropecuária, das inovações em máquinas e implementos agrícolas, da agricultura familiar e do cooperativismo gaúcho. Quando do início da feira, as únicas estrelas eram os animais. 

Anteriormente, a feira ocorria no Parque Menino Deus, em Porto Alegre – onde funciona a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Em 1972, a Expointer veio para Esteio, uma vez que o espaço reservado na capital ficou pequeno para abrigar mais de 3 mil animais. Além disso, o novo local tornou o acesso de visitantes e de produtores mais fácil. No novo endereço, a feira ocorria a cada dois anos, passando a ser anual em 1984.

A venda de animais, embora ainda expressiva, fica, hoje, atrás da de máquinas e implementos agrícolas. No ano passado, a comercialização da pecuária movimentou mais de R$ 10,2 milhões. Em 2017, o valor foi quase o mesmo – R$ 10,6 milhões – e, em 2016, foi ainda maior, arrecadando R$ 12 milhões.

ESTEIO, RS, BRASIL, 29/08/2019 - Abertura oficial da Expointer 2019 e desfile dos grandes campeões. Fotos: Felipe Dalla Valle/ Palácio PiratiniO concorrido desfile dos campeões: qualidade comprovada por jurados resulta em ganhos para a propriedade e para a raça – Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

“O sucesso da feira é medido pela pecuária. Os animais, às vezes, são preparados por mais de um ano. A Expointer é mágica, espanta as crises, pela qualidade dos animais. Em 2019, a pecuária está voltando ao patamar desejado: qualidade genética, bons preços e quantidade de animais expostos”, diz Francisco Schardong, diretor administrativo e coordenador da Comissão de Exposição e Feiras da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). “A venda (de animais) pode não alcançar os mesmos números do que os de máquinas, mas são eles os responsáveis pelo recorde de público”, enfatiza.

Até a manhã da sexta-feira (30/8), sétimo dia de feira, a comercialização de animais havia arrecadado R$ 8 milhões, segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Neste ano, a feira expõe 3.975 animais “de argola”, que participam de julgamentos e de provas. Dentro do total de inscritos estão 637 equinos, 251 bovinos de leite, 375 bovinos de corte e 686 ovinos. Há ainda cerca de 1,5 mil animais de pequeno porte, entre coelhos, chinchilas e pássaros. Os rústicos, que estão na feira para venda ou leilões, não são computados nos números oficiais.

A quantidade de animais, embora ainda inscritos em grande quantidade, vem sofrendo um decréscimo. O presidente da Federação Brasileira de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Leonardo Lamachia, atribui o fato à tecnologia. “A exposição é uma vitrine. Antes, as exposições rurais eram muito necessárias, mas, agora, com a tecnologia, podemos mostrar nossos animais em qualquer lugar do mundo, via celular”, explica. O custo para manter os animais de argola por 15 dias no parque é de R$ 5 mil por cabeça.

ESTEIO, RS, BRASIL, 26/08/2019 - Atrações gerais Expointer 2019. Fotos: Gustavo Mansur/ Palácio PiratiniEnquanto especialistas têm olhos para a genética, público admira a formosura de exemplares expostos – Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

Para a feira, afirma Lamachia, os produtores acabam trazendo os melhores animais, como um cartão de visitas. “A feira nasceu da pecuária e se notabiliza por isso. Com o tempo, transcendeu os limites do campo, e abrangeu a agricultura. É um patrimônio do RS e o centro de debates do agronegócio”, mensura.

Além disso, o presidente da Febrac acredita que a Expointer gera uma interação entre o campo e a cidade, fazendo com que moradores do meio urbano tenham contato com o campo e, também, com que algumas pessoas retornem às origens.

Para Schardong, ainda há espaço para crescimento do setor na feira. “Há espaço na medida em que fazemos parcerias com a agricultura. Uma atividade, no verão, com grãos, e no inverno, com animais de pasto, por exemplo”, pondera.

A exportação de genética é um dos pontos fortes do setor pecuarista. Lamachia e Schardong explicam que a vantagem genética do RS se dá devido à prevalência de raças europeias. No restante do Brasil, são criadas predominantemente raças sintéticas – formadas por cruzamentos. O diretor da Farsul explica que os compradores adquirem uma raça europeia para cruzar com outras, criando, assim, animais que se adaptam mais facilmente ao solo e ao clima de outros Estados. “Nossa genética é uma vitrine tecnológica que será usada na venda”, afirma. 

Neste domingo (1°/9), às 15h, em entrevista coletiva à imprensa no parque Assis Brasil, o governador Eduardo Leite e o secretário da Agricultura, Covatti Filho, além de representantes de entidades e associações de criadores, divulgam o balanço final de vendas da Expointer 2019.

Texto: Suzy Scarton